segunda-feira, 10 de junho de 2013

Jacto recebe Prêmio Centro de Citricultura 2013


A JACTO recebeu na última segunda-feira (03), durante a abertura oficial da 39ª edição da Expocitros, em Cordeirópolis/SP, o Prêmio Centro de Citricultura 2013.
De acordo com Marcos Machado, Diretor do Centro de Citricultura, a premiação é uma homenagem pelo comprometimento da empresa com a citricultura. “A homenagem é justa e representa nesse momento o grande compromisso da indústria de máquinas com o setor e com esse evento, que é o mais importante do segmento’, frisou.
Para a Jacto, que participa do evento desde a 1ª edição, o prêmio reflete a importância e o reconhecimento do trabalho para a citricultura, mesmo nos grandes momentos de crise enfrentados pelo setor, além de coincidir com as comemorações dos 65 anos da empresa, celebrados em 2013.
Na ocasião, o Sr. Chikao Nishimura, membro do Conselho de Administração, recebeu o prêmio em nome da Jacto e agradeceu o reconhecimento por todos esses anos de trabalho da empresa em prol de uma citricultura cada vez mais competitiva.
Participação – A Jacto levou para o evento seus principais produtos, equipamentos e serviços, com as soluções tecnológicas desenvolvidas especialmente para a citricultura.

Feijão safrinha apresenta boa qualidade


Segundo dados do Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, a qualidade dos grãos da safrinha de feijão é considerada muito boa. A evolução da cultura é normal no Estado com aproximadamente 80% da área colhida, outros 5% estão na fase de enchimento de grãos e 15% dos grãos estão maduros esperando a colheita. A produtividade estimada (1.388 kg/ha) se mantém, mas ocorrendo lavouras finais com rendimento superior a este, podendo ainda haver alterações na média final do Estado. Os produtores estão colhendo e ofertando o produto para fazer caixa e pagar dívidas próximas, uma vez que os preços são atrativos. A comercialização no RS, nesta semana, permaneceu estável, mantendo o preço médio da saca de feijão preto em R$ 131,64, mas estando 34,2% acima da média histórica geral.
O plantio do trigo não evoluiu de maneira satisfatória durante a semana. A inconstância do tempo, alterando períodos longos de alta umidade, tem prejudicado o andamento do processo. Em âmbito estadual, o percentual chega a 12% do total projetado, mesmo percentual verificado na safra passada nesta mesma época. Na média, este percentual deveria ser de 20%. Na região de Santa Rosa, uma das maiores produtoras, os agricultores estão preocupados com o atraso e esperam entrar nas lavouras nesta semana. Em termos de cotação, a saca de 60 kg do produto teve pequena desvalorização (-0,49%), ficando na média estadual a R$ 30,54.
Na região do Vale do Caí, aumentou rapidamente o volume colhido das frutas cítricas. Entre as bergamotas, a cultivar Caí já atinge 60% das frutas colhidas e a Ponkan, 30%. A alta incidência da mosca-das-frutas também tem apressado a colheita das laranjas, bastante atacadas pelas pragas. As cultivares Umbigo Bahia e Céu Precoce já estão em final de colheita, com percentual de frutas colhidas de 90% e 85%, respectivamente. A qualidade das frutas cítricas continua muito boa, graças às boas condições climáticas atuais e ocorridas durante a fase de desenvolvimento.
Há uma produção abundante de hortaliças folhosas, mas as altas umidades do ar, favorecidas pela ocorrência de precipitações no período, intensificam ataque de doenças fúngicas. Na região Sul, em algumas propriedades, houve danos devido à chuva forte e ao granizo. Na região Noroeste Colonial, durante a semana houve intensificação do transplante das espécies folhosas. Os preços começam a dar sinal de baixar, embora ainda haja procura por parte das escolas para a alimentação de escolares.
As lavouras de mandioca estão com desenvolvimento normal. Em andamento a colheita com boa produtividade e bom preço. Mandioca de primeiro ano passa a apresentar bom cozimento, em consequência das baixas temperaturas, o que favorece a comercialização. No Vale do Taquari, a colheita atinge 70% e o valor da caixa de 22 kg varia de R$ 12,00 a R$ 13,00.
Houve aumento de oferta de pasto, devido ao bom estabelecimento e desenvolvimento das pastagens anuais de Inverno, especialmente as gramíneas anuais de Inverno mais cultivadas no Estado: aveia e azevém. Os agricultores seguem realizando os tratos iniciais necessários para o desenvolvimento das pastagens implantadas, principalmente adubação nitrogenada de cobertura, e piqueteamento dos potreiros. Neste período, observa-se um incremento gradual diário no volume de leite produzido em praticamente todas as regiões produtoras do Estado. O principal fator responsável pelo aumento da produção de leite é a maior oferta de plantas forrageiras, com redução do suprimento de concentrados protéicos para complementar a alimentação dos animais, contribuindo assim para reduzir o custo de produção.

Agrale inicia produção de tratores na sua fábrica da Argentina



A Agrale S/A iniciou, em maio, a produção de tratores em sua planta localizada na cidade de Mercedes, na Província de Buenos Aires. A primeira unidade fabricada foi do modelo BX 6.110, da Linha 6000, a de maior potência da marca. A comercialização desses produtos começa neste mês de junho nos concessionários da marca naquele país.
A produção de tratores na Argentina faz parte da estratégia de internacionalização da Agrale e é resultado do plano de investimentos de US$ 12,5 milhões, anunciado em dezembro do ano passado, que incluía a instalação de uma segunda linha de montagem de veículos. O objetivo é agregar, na planta de Mercedes, a produção de tratores e ampliar a de chassis para ônibus e caminhões, para atendimento da crescente demanda dos produtos Agrale pelo mercado local.
A fábrica da Agrale na Argentina começou a operar no final de 2008 para produção de chassis para ônibus, acrescida em 2009 de caminhões leves, e já ultrapassou a fabricação de 4.000 unidades. A empresa tem mais de 40 anos de presença no mercado argentino, onde alcançou expressiva participação e conceito.
Segundo Hugo Zattera, diretor-presidente da empresa, as primeiras unidades fabricadas já superam 50% de índice de nacionalização de componentes. “Nossa meta é superar os 70% de conteúdo local e assim colaborar para o fortalecimento da indústria automotiva do país”, destaca o executivo.
Os tratores da Linha 6000 da Agrale são indicados para utilização em grandes áreas de cultivo. Com modelos com potência entre 110 e 168 cv, a Linha 6000 dispõe também de cabine desenvolvida para proporcionar maior conforto e espaço interno para o operador e são bem conceituadas no mercado pelo bom desempenho econômico, operacional e pela facilidade de manutenção.
No Brasil, a Agrale, além da Linha 6000, também produz a Linha 5000, de 65 até 105 cv de potência, e a Linha 4000 de microtratores, de 15 até 36 cv, voltados especialmente para a agricultura familiar.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014

Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014



Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014
07/06/13 
Os produtores da agricultura familiar terão R$ 21 bilhões para financiar a próxima safra. O valor, anunciado nesta quinta (6) pelo governo com o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014, é 16,6% maior que o destinado ao setor no ano passado, de R$ 18 bilhões. Segundo o governo, ao todo serão aplicados R$ 39 bilhões no conjunto de medidas para o setor.

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 foi lançado há pouco, no Palácio do Planalto, em cerimônia com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. O plano também comemora os dez anos de nascimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que começou com recursos de R$ 5,4 bilhões de financiamento de safra.
O ministro Pepe Vargas ressaltou a prioridade que o governo federal vem dando ao setor. "Não temos a menor dúvida da importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e social do nosso país. Nesse plano safra queremos que os agricultores tenham mais capacidade de investimento, inovação e tecnologia"
Entre as novidades anunciadas para a próxima safra, está a ampliação do limite para enquadramento no Pronaf, permitindo que mais agricultores busquem o financiamento. A partir de agora, famílias que tiveram renda até R$ 360 mil no último ano poderão contratar o crédito. Para 2013/2014, o plano aumenta o limite de financiamento de custeio de R$ 80 mil para R$ 100 mil. A taxa de juros paga pelos agricultores, cujo teto era 4%, agora será até 3,5%.

Também está prevista elevação do limite da linha de investimento. A partir de julho deste ano, quando se inicia o preparo da safra 2013/2014, os produtores poderão contratar até R$ 150 mil por operação. Para a suinocultura, a avicultura e a fruticultura, consideradas atividades que necessitam de maior mobilização de recursos, o valor para o investimento será R$ 300 mil, e no caso de investimentos feitos em grupo, o valor será R$ 750 mil.

O plano destina, ainda, R$ 400 milhões ao Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), mecanismo de prevenção disponibilizado aos produtores rurais que contratam financiamento de custeio e investimento do Pronaf e permite a cobertura da parcela do financiamento.

Também estão previstas inovações no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a ampliação do limite de aquisição anual por família, que passou de R$ 4,5 mil para R$ 5,5 mil. No caso das famílias ligadas às cooperativas, o limite subiu de R$ 4,8 mil, na última safra, para 6,5 mil. Quando os projetos de venda forem formados por, pelo menos, 50% dos cooperados com baixa renda e quando os produtos forem exclusivamente orgânicos, agroecológicos ou da sociobiodiversidade, o limite por família passa a ser R$ 8 mil.

A cerimônia desta quinta-feira marcou os dez anos do plano voltado à agricultura familiar. Nesse período, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a renda do setor cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País, por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo.

Plano Safra libera mais recursos para a agricultura familiar

07/06 
A agricultura familiar brasileira vai receber mais recursos para a produção de alimentos na próxima safra. Nesta quinta-feira (6), a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, anunciam o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014. O lançamento será no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), às 11h, e vai trazer novidades às políticas públicas tão presentes no campo como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Garantia-Safra, as compras institucionais e os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

Esse conjunto de medidas para o setor passa a valer a partir de julho deste ano. As ações foram elaboradas com o objetivo de aumentar a renda, inovar e estimular a produção de alimentos. “Hoje o nosso País vive um momento muito importante. Precisamos aumentar a produção de alimentos, porque o Brasil está crescendo, e é a agricultura familiar que cumpre esse papel de desenvolver o meio rural e, principalmente, produzir alimentos. Neste Plano Safra queremos aumentar a capacidade de investimentos do setor, levar mais tecnologia e aperfeiçoar os nossos sistemas de produção de renda”, explica o secretário-executivo do MDA, Laudemir Müller.

O lançamento para a safra 2013/2014 marca os dez anos das ações governamentais voltadas para o setor. Nesta década, a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. A agricultura familiar é responsável por 4,3 milhões de unidades produtivas – o que representa 84% dos estabelecimentos rurais do País; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e 74% da mão de obra empregada no campo.

“Desde 2003 o governo federal vem, anualmente, melhorando as medidas para a agricultura familiar. Nesse período, o setor aumentou a sua renda e melhorou a sua qualidade de vida. Então, isso mostra que esse aperfeiçoamento das políticas públicas tem apresentado uma capacidade de estimular a agricultura familiar a produzir cada vez mais alimentos, levando desenvolvimento ao meio rural”, observa Müller.

Durante o lançamento, haverá uma solenidade em comemoração à meta atingida de 1 milhão de mulheres documentadas por meio do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR). Desde a criação do programa em 2004, já foram realizados quase cinco mil mutirões, abrangendo os 120 territórios de cidadania. A expectativa é que participem do evento ministros, deputados, senadores, além de representantes da agricultura familiar e assentados da reforma agrária.

Apoio à produção
Ações como o Pronaf foram decisivas para o avanço da Cooperativa de Leite (Coodeleite), localizada no município de Mortuga (BA). Por meio do crédito para investimento e custeio, as 110 famílias cooperadas mantiveram a produção de leite e investiram na agroindustrialização. Hoje, os doces e a matéria-prima são comercializados nos programas de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA).

“Essas políticas do governo representam uma grande conquista para todos nós. Antes, os homens precisavam sair das suas casas para ganhar dinheiro em São Paulo e as mulheres ficavam aqui, dependendo 100% do que o marido estava ganhando. Agora, elas podem trabalhar, ter uma renda extra e não precisar depender totalmente do marido. Os jovens também não precisam deixar o campo e ir morar em outras cidades, eles podem trabalhar na cooperativa, com as suas famílias”, explica o presidente da Coodeleite, Carlos Sousa.

A Coodeleite surgiu em 2005 para agregar os produtores de leite da região. Hoje, a cooperativa é representada em três municípios baianos e possui sua própria agroindústria. O leite é comercializado pelo PAA. Já os doces têm lugar garantido na merenda escolar. A Coodeleite está se preparando para incrementar a produção com outros derivados como o iogurte e os queijos.

Trigo: Procura segue aquecida e preços, em alta


A demanda aquecida e a oferta restrita do trigo no Brasil e na Argentina aumentam a disputa pelo cereal que ainda resta no mercado spot e também dos leilões da Conab. No último leilão, em 29 de maio, 92% das ofertas foram negociadas. Esse cenário gerou a valorização do produto.
Com preços mais atrativos, triticultores brasileiros devem aumentar a área semeada com o cereal. No Paraná, a Seab/Deral, em relatório divulgado no dia 28, indica que a área deve ser 15% superior à da safra anterior, passando para 897 mil hectares. No Rio Grande do Sul, a Emater indicou que a área com trigo deve aumentar 3,9%, passando para 1,027 milhão de ha.

Herbicida para controle da buva é apresentado no Seminário Cooplantio em Gramado/RS


A buva é uma das principais plantas daninhas da cultura de soja e está presente em ao menos 50% da área cultivada no Sul do País. Estimativas da Embrapa indicam que, dependendo do nível de infestação, a invasora pode reduzir a produtividade da cultura em até 70%. Para atuar de maneira direita sobre a buva, a BASF disponibiliza o herbicida multicultura Heat. O produto será apresentado na 28ª edição do Seminário Cooplantio, que ocorre entre os dias 3 e 5 de junho, em Gramado/RS. A empresa também apresenta no evento a versão 2.0 do Digilab e o fungicida Abacus HC para a cultura do trigo.
Além de ser uma opção para o controle eficaz da buva e de outras ervas daninhas de folhas largas - que no Brasil já apresentam tolerância a alguns herbicidas - o Heat tem rápida ação e também um controle efetivo de plantas daninhas na cultura de arroz de terras baixas, como a sagitária resistente. O produto promove ganhos operacionais ao maquinário, já que permite ao agricultor – na maioria das situações – plantar logo após seu uso.
Já Abacus HC é um fungicida que na cultura do trigo tem a função de controlar doenças como a ferrugem-da-folha e as manchas amarela e salpicada. O produto deixa as plantas mais saudáveis e produtivas, promovendo maior rendimento de grãos e mais lucratividade ao agricultor. Para a cultura de soja, a BASF mostra no evento o Sistema AgCelence Soja Produtividade Top, que além do controle fitossanitário das principais pragas iniciais e doenças, possibilita uma melhor transformação da água, luz e nutrientes em energia e grãos, melhorando a eficiência da planta. A empresa apresenta ainda o seu portifólio completo aos orizicultores gaúchos, incluindo o fungicida Brio, o herbicida Kifix e o Sistema de Produção Clearfield.
Digilab
Para auxiliar os produtores a identificar os sintomas das principais doenças, pragas e plantas daninhas, a BASF lança a versão para tablet do Digilab. A ferramenta captura imagens e dispõe de uma biblioteca virtual de saúde vegetal para consulta e comparação. Assim, os produtores conseguem agir rapidamente ao diagnosticar o aparecimento dos primeiros sintomas. Entre os benefícios está a união da tecnologia do tablet ao conteúdo 2.0, lupa que aumenta em até 200 vezes as imagens, através da tecnologia wireless (sem fio), possibilitando aos usuários uma versão com número superior de imagens no banco de dados, maior conteúdo explicativo e informativo, mapa de ocorrências próprio e personalizado e consultoria de técnicos da BASF.
“Essa versão dá mais mobilidade nos diagnósticos em comparação com o Digilab tradicional. O banco de dados do serviço conta com duas mil imagens catalogadas e divididas em 18 culturas, 50 pragas, 130 doenças e 108 plantas daninhas”, afirma Eduardo Gobbo, gerente de Marketing Cereais Sul da BASF. Além disso, são 600 mil usuários espalhados em mais de 20 milhões de hectares ou 40% do território nacional.
Sobre o evento:
O 28º Seminário Cooplantio ocorre entre os dias 3 e 5 de junho, no Hotel Serrano, em Gramado/RS. Com o tema “Inovação no agronegócio para produzir mais e melhor”, o evento espera reunir 1,2 mil pessoas, entre produtores e especialistas do setor. Esta edição também debaterá o papel do jovem no agronegócio e o papel da mulher na gestão da propriedade rural.

Capacidade brasileira de estocagem de produtos agrícolas fica menor




Capacidade brasileira de estocagem de produtos agrícolas fica menor
07/06/13 
A rede de estocagem de produtos agrícolas no Brasil vem caindo nos últimos meses.  Em todo país foi registrado uma queda de 0,6% no número de armazenadoras ativas, na comparação com o primeiro semestre de 2012.

Conforme levantamento realizado em 31 de dezembro de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a rede contava com 9.223 estabelecimentos ativos, dos quais 4.175 (45,3.%) encontravam-se na região Sul, 2.028 (22,0%) na região Sudeste, 1.991 (21,6.%) na Centro-Oeste, 723 (7,8%) na Nordeste e 306 (3,3.%) na região Norte.

As unidades armazenadoras dos tipos armazéns graneleiros e granelizados totalizaram 57.913.032 toneladas de capacidade útil, sendo que a região Centro-Oeste deteve 49,9% desta capacidade de armazenamento e a Sul, 32,3%.

Os silos para grãos apresentaram 58.470.826 toneladas de capacidade útil total no país, com a região Sul detendo 56,5% deste total e as regiões Centro-Oeste e Sudeste, 24,6% e 13,6%, respectivamente.

Os resultados de capacidade útil, quando comparados aos da pesquisa do primeiro semestre de 2012, apresentaram queda de 3,9% na capacidade útil dos armazéns convencionais, estruturais e infláveis e acréscimo de 0,9% na capacidade útil dos silos, mantendo-se inalterados em relação aos armazéns graneleiros.

O total de capacidade útil instalada no país decresceu 0,8%, passando de 159.876.988 para 158.639.202 toneladas.

Vendas de máquinas agrícolas crescem em maio



Vendas de máquinas agrícolas crescem em maio
07/06/13 
As vendas de máquinas agrícolas em maio cresceram 1,6 por cento sobre abril e 32,7 por cento sobre maio do ano passado, para 7.477 unidades, disse a associação de montadoras, Anfavea, nesta quinta-feira.

No acumulado de janeiro a maio essas vendas cresceram 30,3 por cento, somando 33.768 unidades, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

A produção, enquanto isso, caiu 6,4 em maio sobre abril, mas cresceram 25,5 por cento sobre maio de 2012, para 8.518 unidades. No acumulado de janeiro a maio houve crescimento de 13 por cento, para 40.045 máquinas.

O setor exportou 1.298 unidades em maio, uma queda de 16,8 por cento sobre abril, e crescimento de 10 por cento sobre maio de 2012. Enquanto isso as exportações no acumulado do ano caíram 21,3 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 5.810 unidades.

Em valores, as exportações de maio somaram 299,7 milhões de dólares, uma queda de 11,7 por cento sobre abril, e crescimento de 19,7 sobre maio de 2012. De janeiro a maio, as exportações brasileiras de máquinas agrícolas somaram 1,4 bilhão de dólares, crescimento de 1,3 por cento na comparação anual.

Contag diz que plano potencializa ações voltadas à agricultura




Contag diz que plano potencializa ações voltadas à agricultura
07/06/13 
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 foi recebido com otimismo por entidades ligadas aos pequenos agricultores. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, a medida potencializa e articula outras ações fundamentais ao desenvolvimento do setor, ao destinar recursos não apenas ao custeio e ao investimento, mas também à assistência técnica, por meio da criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

A preocupação agora, segundo ele, é garantir que os recursos anunciados cheguem ao agricultor. Embora reconheça que o acesso aos financiamentos tenha melhorado nos últimos anos, Broch ressaltou que os agricultores enfrentam uma "dificuldade histórica" para obter os valores disponibilizados. Conforme anunciado hoje pelo governo, os agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a próxima safra. Ao todo, serão aplicados R$ 39 bilhões no conjunto de medidas para o setor.

"Convocamos sindicatos, prefeitos e governadores a informar os agricultores [da medida]. Ainda há um número muito grande de agricultores que não têm acesso aos recursos por falta de assistência técnica, de conhecimento e por questões de logística", disse, após participar da solenidade de lançamento do plano hoje (6) no Palácio do Planalto.

O presidente da Contag destacou que, apesar de as medidas anunciadas pelo governo não serem suficientes para evitar a saída dos jovens do campo, representam um importante passo para isso. "Sozinhas elas não são suficientes, porque essa questão exige políticas mais específicas nas áreas de educação, saúde, internet. Mas elas estimulam [a permanência dos jovens no campo]", enfatizou.

Entre os pontos que, na avaliação dele, ficaram de fora do plano estão a ampliação significativa do seguro agrícola, que ficou em R$ 400 milhões, e a definição de um programa de renda com políticas específicas para a agricultura familiar.

Alberto Broch também ressaltou que é preciso avançar na regularização fundiária e na solução dos conflitos no campo envolvendo índios e produtores.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

BASF apresenta ações de contribuição para um futuro sustentável,


A BASF transforma a química para oferecer soluções inovadoras que contribuem com a construção de um futuro mais sustentável e no que se refere a sua gestão ambiental, a BASF estabeleceu, desde 2002, metas ambientais de redução até 2020 tanto do consumo de água, efluentes e emissões, bem como de melhoria da eficiência energética.
Abaixo as metas globais ambientais da BASF até 2020:
Aumentar a eficiência energética em 35%;
Reduzir emissões de gases de efeito estufa em 40%;
Diminuir em 70% as emissões de poluentes:
Diminuir em 80% as emissões de substâncias orgânicas à água;
Introduzir o conceito de gestão sustentável da água em localidades produtivas localizadas em áreas propensas à escassez de água e reduzir em 50% o uso de água proveniente de fonte pública na produção até 2020,comparativamente a 2010.
Principais reduções atingidas até 2012 no Brasil:
45% nas emissões de gases efeito estufa por tonelada de produto vendido;
26% nas emissões de poluentes para a atmosfera;
94% nas emissões de nitrogênio nos efluentes;
75% nas emissões de metais pesados nos efluentes;
47% no consumo específico de água.
Soluções em Eficiência Energética
A cogeração de energia, que está em operação desde outubro de 2011, gerou em 2012 aproximadamente 6,5% do total de energia elétrica consumido pela localidade de Guaratinguetá (principal Complexo Produtivo da BASF na América do Sul). Esse novo sistema, que utiliza calor e eletricidade, proporciona um aproveitamento de 95% da energia do gás natural. Ele foi concebido com a mais moderna tecnologia em termos de eficiência energética disponível, assim reduzindo significativamente o consumo de energia primária e consequente redução de emissões para o meio ambiente. Isso está alinhado à meta global da BASF para 2020 que busca a redução global de 40% das emissões de gases que provocam o efeito estufa por tonelada de produto vendido em relação a 2002.
Casa de Eficiência Energética da BASF no Brasil (CasaE)
A BASF inaugurou semana passada em São Paulo sua primeira Casa de Eficiência Energética no Brasil, a CasaE. Essa é a décima unidade construída pela empresa no mundo e pretende mostrar ao mercado soluções e produtos inovadores desenvolvidos para tornar as construções mais sustentáveis e eficientes. A economia de energia da casa chega a quase 70% graças ao uso de materiais diferenciados.
Com 400 m² de área construída na Avenida Vicente Rao, zona sul da cidade, o espaço conta com produtos e técnicas que permeiam os conceitos de eficiência energética e sustentabilidade.
Reunindo em um único local soluções que atendem às demandas globais avaliadas pela empresa como grandes desafios para os próximos anos, como gerenciamento de energia, proteção climática e mobilidade, a iniciativa aparece em um momento no qual as inovações no setor requerem ampla expertise, cooperação interdisciplinar e profunda compreensão da cadeia de valor da indústria.
Além dos produtos BASF, o projeto conta ainda com parceiros que contribuíram com tecnologias que estão alinhadas à temática da sustentabilidade. São eles: Arquivo Vivo, Atlas Schindler, Bosch, Deca, Gerdau, Guardian, Isoeste, Knauf, Leicht, Leroy Merlin, Nespresso, Owa, Philips, Supermix, Tigre, Veka e Whirlpool.
“O projeto traz muitas novidades para o mercado de construção brasileiro e coloca à disposição da indústria a mais diferenciada tecnologia em materiais de alta performance, eficiência energética e proteção climática. Nosso compromisso é transformar a química para oferecer soluções inovadoras e economicamente viáveis. Dessa forma, contribuímos com a construção de um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, diz Alfred Hackenberger, Presidente da BASF para a América do Sul.
Compartilhando conhecimento com a sociedade
A BASF contribui disseminando conhecimento por meio da atuação da Fundação Espaço ECO (FEE), primeiro centro de ecoeficiência aplicada na América Latina.
Fundação Espaço ECO - inaugurada em 2005, a Fundação Espaço ECO foi instituída pela BASF com o apoio da GIZ, agência de cooperação técnica internacional do governo alemão. Ela está situada em São Bernardo do Campo, SP em uma área de aproximadamente 300 mil m² considerada Reserva da Biosfera do Cinturão Verde do Estado de São Paulo pela UNESCO. A Fundação Espaço ECO é o primeiro Centro de Excelência para Ecoeficiência Aplicada na América Latina com a missão de promover o desenvolvimento sustentável por meio da aplicação de soluções e tecnologias em ecoeficiência, educação ambiental e reflorestamento. Conheça os resultados da atuação da Fundação em seus sete anos de existência:
Mais de 550 estudos concluídos com a ferramenta, desde 1996, em todo o mundo e 56 estudos na América Latina.
Mais de 850 mil mudas plantadas em parceria com cooperativas em 518 hectares.
Mais de 260 mil pessoas atendidas pelas iniciativas de educação ambiental, socioecoeficiência e reflorestamento desde a criação da Fundação, incluindo capacitações, dinâmicas e workshops.
78 municípios envolvidos nos programas realizados.
Educação para a sustentabilidade - A Fundação Espaço ECO acredita que o conhecimento é o único recurso que cresce quando compartilhado. Para isto, desenvolve a competência da sustentabilidade por meio de soluções em educação socioambiental como workshops, palestras e capacitações em empresas, escolas e comunidades. Assim, produz e dissemina conhecimentos para transformar realidades, instigando um olhar mais crítico em relação aos temas socioambientais. Com as iniciativas de educação para a sustentabilidade desde 2005, cerca de 162 mil pessoas foram beneficiadas pelas atividades de educação socioambiental realizadas pela Fundação.
Como responsável pela implementação do Programa Mata Viva de Adequação e Educação Ambiental, a Fundação Espaço ECO promove a educação socioambiental em escolas públicas e a restauração de vegetação nativa. Ao longo desses anos, aproximadamente 42 mil hectares de área foram diagnosticados e 518 hectares foram restaurados em 144 propriedades agrícolas, distribuídas em 76 municípios, e foram mais de 850 mil mudas plantadas, em parceira com cooperativas. Para esta ação foram capacitados mais de 800 professores, o que trouxe benefício para mais de 92 mil estudantes. O Programa Mata Viva conta com os projetos Atlas Ambiental, Teatro Mata Viva e Trilha Ecológica Mata Viva.
Atlas Ambiental Mata Viva - O Programa de Adequação e Educação Ambiental Mata Viva, iniciativa da BASF e implementada pela Fundação Espaço ECO®, lançará no próximo 12 de junho o Atlas Ambiental Mata Viva de Guaratinguetá, projeto educacional de diagnóstico de municípios e capacitação de professores que culmina em um material didático com informações adaptadas às cidades beneficiadas.
As ações do Atlas Ambiental Mata Viva em Guaratinguetá acontecerão até 2015 e contemplarão a realização de encontros de capacitação de professores, pesquisas, concursos de desenho, entre outras. Este processo ainda contará com a entrega de um material didático, composto por textos, infográficos e imagens de satélite que relacionam as características do município.
“Guaratinguetá é o berço do Programa Mata Viva, que por sua vez, também faz parte da história da cidade. Essa relação traz benefícios para ambas as partes e pode ser contada no Atlas Ambiental Mata Viva. Guaratinguetá é uma cidade ideal para receber esse projeto”, comemora Willi Nass, vice-presidente do Complexo Químico de Guaratinguetá, Serviços Técnicos e Infraestrutura para América do Sul.
O Atlas Ambiental Mata Viva integra o eixo educacional do Programa Mata Viva que ainda conta com os projetos Teatro Mata Viva e o Núcleo de Educação Ambiental Mata Viva. O Atlas Ambiental Mata Viva já existe em outras cinco cidades: Bebedouro (SP), Campo Mourão (PR), Castro (PR), Guaíra (SP) e Guarapuava (PR). Guaratinguetá é a sexta cidade a recebê-lo.
Além de promover a capacitação dos professores, esse projeto oferece um aprendizado a alunos das escolas públicas sobre as características ambientais da região em que vivem, apresentando uma nova perspectiva das ações locais e seu impacto global. Com isso, pretende-se criar novos multiplicadores da sustentabilidade em cada região. Ao todo, o projeto já beneficiou mais de 50 mil estudantes e mais de 400 professores capacitados de 264 entidades entre escolas e instituições.
Teatro Mata Viva - Ao longo de quatro anos, o Teatro Mata Viva já beneficiou mais de 36 mil crianças e jovens de mais de 240 entidades, de 16 municípios no Brasil.
Para comemorar a Semana Mundial do Meio Ambiente (02 a 08) de junho, o teatro chega a Guaratinguetá/SP. A iniciativa tem como objetivo abordar o tema sustentabilidade de forma lúdica e com atividades educativas, para estudantes e docentes de escolas públicas. Entre os dias 3 e 8 de junho, serão duas apresentações diárias que atingirão mais de 1800 crianças com idade entre 6 e 12 anos - estudantes de escolas públicas da região e filhos de colaboradores da BASF. O projeto ainda conta com um ônibus itinerante que leva o público para o local da apresentação.
Durante a passagem do projeto por Guaratinguetá, o Teatro Mata Viva abordará conceitos como sustentabilidade e meio ambiente aproximando-os do cotidiano das crianças, visando o despertar para uma nova consciência. Com isso, pretende-se sensibilizar o público para a adoção de práticas sustentáveis na busca pela diminuição do impacto gerado pelas atividades do dia a dia.
Trilha Ecológica – A trilha consiste em atividades lúdico-educativas realizadas em trilha natural e viveiro de mudas nativas, capacita professores e promove a conscientização socioambiental de alunos de redes públicas. Ao todo, a Trilha já capacitou mais de 380 professores de 12 municípios, totalizando cerca de 8 mil alunos.

Syngenta apresenta conceito inédito para manejo de pragas

Syngenta apresenta conceito inédito para manejo de pragas
A Syngenta apresenta aos produtores o MEP (Manejo Estratégico de Pragas), um protocolo inédito no mercado para o controle antecipado de infestações de lagartas como a Helicoverpa armigera. A intenção é obter a maior eficiência possível por meio de ações preventivas para três momentos fundamentais da agricultura: durante o cultivo da safra principal (soja e algodão), na safrinha (milho, algodão, trigo, feijão ou girassol, por exemplo) e na fase de pré-plantio, de modo a evitar que o agricultor inicie a plantação já sob a pressão de pragas.
As ações agrícolas previstas no MEP são conhecidas, mas, integradas ao portfólio de inseticidas da empresa, potencializam os resultados positivos. “São práticas como o monitoramento ininterrupto, controle no cedo, uso de armadilhas luminosas (que permitem conhecer os fluxos migratórios dos insetos), baterias de aplicação, rotação de ativos, barreira fisiológica e manejo químico entre safras e no pré-plantio. O emprego de recursos biotecnológicos na safrinha, como variedades geneticamente modificadas e, para o milho, Agrisure Viptera 3, também faz parte do protocolo”, explica Aimar Pedrini, gerente de Inseticidas da Syngenta.
O crescimento das áreas ocupadas com soja (quatro vezes maior desde o começo dos anos 1980) e com as culturas da safrinha (duas vezes maior nos últimos quatro anos) tem provocado em várias regiões a migração das pragas por cultivos diferentes, mudanças comportamentais das espécies, com novos efeitos nocivos nas plantas, e o aumento da diversidade de espécies danosas. “O agricultor, diante deste cenário, tende a aumentar, por conta própria, o número de aplicações, a dosagem e as misturas de inseticidas, atitudes ineficientes e que implicam elevação do custo”, afirma Pedrini.
O MEP foi planejado em parceria com especialistas do SEAG (Syngenta Entomological Advisory Group) e supervisionado por Walter Jorge, pesquisador da Fundação MT (Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso). O desenvolvimento e a validação do conceito ocorreram durante as duas últimas safras em áreas piloto do Cerrado brasileiro. O lançamento oficial foi feito no mês passado, no Encontro Técnico da Fundação MT. Este mês e em julho, o projeto será divulgado a consultores, distribuidores e produtores por meio de palestras e apresentações. São pelo menos 160 eventos que devem impactar aproximadamente 5 mil profissionais e abranger mais de 90% da área de plantio de grandes culturas no Brasil.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012



Mato Grosso quer ser grande também na avicultura

Ideia é que se mantenha o ritmo de crescimento do setor, que cresceu 318% na última década


Mato Grosso é reconhecido como o celeiro do País, por suas gigantescas produções de soja, milho, algodão e gado de corte. Mas existe um setor que está voando para alcançar o mesmo status dessas culturas e também se tornar uma atividade econômica relevante: trata-se da criação de frangos, um dos setores produtivos que mais crescem no Estado. Segundo diz Otávio Celidônio, superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em Cuiabá, a previsão de crescimento é de 10% em 2012 sobre as 209 milhões de aves abatidas no ano passado. “Trata-se de uma estimativa modesta”, diz Celidonio, para quem não está descartado um aumento bem mais expressivo da produção.

A ideia é que se mantenha o ritmo de crescimento do setor, que cresceu 318% na última década. Em 2002, o Estado abateu apenas 55 milhões de aves. O setor está tão aquecido que no primeiro trimestre deste ano um período tradicionalmente de baixa atividade, os abates somaram 59,8 milhões de aves, 21% acima do apurado no mesmo período de 2011, e superior à média nacional e ao registrado nas demais regiões produtoras. No Brasil, o crescimento do abate no trimestre foi de 5%, alcançando 1,36 bilhão de aves. No Paraná, o maior produtor do País, o aumento foi de 8%, totalizando 371 milhões de frangos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com Celidônio, a produção local de milho, utilizado na alimentação, impulsiona a avicultura em Mato Grosso.

Em receita, nos últimos dois anos, a produção de carne de frango foi o sexto principal agroproduto de Mato Grosso, atrás de soja, carne bovina, algodão, milho e da cana-de-açúcar. A previsão é de que em 2012 o Valor Bruto da Produção (VBP) da avicultura no Estado alcance R$ 900 milhões, alta de 11% ante os R$ 802 milhões no ano passado. “O setor tem potencial para subir de posição e se tornar o quinto maior VBP estadual”, diz Celidônio. “Caso mantenha a média dos últimos anos, isso pode acontecer já no ano que vem.”

Nas exportações, a posição da avicultura é ainda mais confortável, ocupando a quarta colocação em importância no Estado, atrás da soja, carne bovina e algodão. “O vigor do crescimento da avicultura deve se repetir também nesse segmento”, diz Celidônio. A expectativa para 2012 é embarcar para o Exterior um volume de carne 10% superior ao ano passado, que foi de 213 mil toneladas. Os principais clientes estão no Oriente Médio e na Ásia. Na última década, o comércio externo cresceu 960%. Em 2002, Mato Grosso exportou apenas 22,1 mil toneladas de carne de aves Atualmente, a fatia das exportações dos avicultores matogrossenses equivale a cerca de 5% das 3,7 milhões de toneladas embarcadas pelo Brasil, que renderam US$ 7,6 bilhões, em 2011.

De olho nesse desempenho, os frigoríficos de Mato Grosso, seguem ampliando suas instalações, atualmente com capacidade de abater até 250 milhões de aves por ano. Segundo João Zanata*, presidente da Associação Mato-grossense de Avicultura (Amav), em Cuiabá, hoje não há ociosidade nos frigoríficos. Para atender a demanda interna e de exportação, o atual investimento da indústria deve elevar a capacidade de abate de aves até 2015. “O Mato Grosso será cada vez mais representativo na produção de aves”, diz Zanata. “Vamos ser o número 1 do País".

domingo, 21 de outubro de 2012


Preços dos alimentos perdem força e ajudam a segurar a inflação

Queda de 0,02 ponto percentual em comparação à primeira apuração do mês (0,64%)



Os alimentos continuam no topo da lista dos grupos de despesas que mais têm subido, mas colaborou para frear o ritmo de aumentos de preços, com taxa de 1,22% ante 1,38%. Entre os itens que influenciaram o resultado estão as hortaliças e os legumes, com deflação de 4,17% ante uma queda de 2,11%.

Mais duas classes de despesas, de um total de oito pesquisadas, tiveram decréscimos: vestuário (de 1,1% para 0,78%) com as roupas, em média, 0,74% mais caras, ante o percentual de 1,18%, e despesas diversas (de 0,35% para 0,30%).

Nesse último caso, a redução no ritmo de alta está associada ao serviço religioso e funerário, cuja taxa passou de 0,85% para 0,51%.

Segundo a FGV, ocorreram aumentos nos seguintes grupos: educação, leitura e recreação (de 0,01% para 0,1%), com destaque para passagem aérea (de -0,93% para 0,74%); saúde e cuidados pessoais (de 0,51% para 0,59%), com a influência de artigos de higiene pessoal e cuidado pessoal (de 0,88% para 1,33%); comunicação (de 0,62% para 0,69%), sob o efeito da tarifa de telefone móvel (de 1,28% para 1,65%); transportes (de 0,13% para 0,16%), aumento puxado pela gasolina (de 0,08% para 0,23%); e habitação (de 0,49% para 0,51%) com a principal pressão vinda do aluguel, que ficou 0,63% mais caro, ante uma taxa de 0,46%.

Em meio ao plantio, 63% da safra de soja já está negociada

As primeiras sementes de soja da safra 2012/2013 ainda nem germinaram


Os preços futuros do bushel (27,21 quilos) ainda em alta seguem estimulando os sojicultores a continuar vendendo antecipadamente. Ontem, para vendas no mercado futuro em novembro deste ano o bushel da soja estava cotado em US$ 15,09 (R$ 30,72) e para março de 2013 o valor é de US$ 14,83 (R$ 30,19), com o dólar a R$ 2,036 (valor de ontem).

Ao contrário da soja, as vendas do milho safra 2011/2012 estabilizaram em 89,8%, avançando apenas 0,3% ante setembro deste ano em decorrência da retração de preços da saca do cereal.

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as vendas da soja futura estão avançadas em 10,6 pontos percentuais (p.p) em comparação ao período em 2011, quando 52,5% da safra 2011/2012 havia sido vendida com antecedência. Em setembro deste ano, 61,4% da produção da oleaginosa havia sido vendida. “Os preços atrativos levaram os produtores a avançar nas vendas. Contudo, agora é momento de cautela e esperar o desenvolvimento da produção da soja para comercializar o restante”, explica o analista de mercado Cleber Noronha.

As vendas do milho safra 2011/2012 atingiram apenas 89,8% das 15,58 milhões de toneladas, um avanço de apenas 0,3 p.p ante setembro e um atraso de 6,8 p.p em relação aos 96,6% da safra 2010/2011 em outubro do ano passado.

Segundo Noronha, as vendas de milho avançaram pouco devido ao preço do cereal estar recuando. O último boletim semanal do Imea revela a saca do milho cotada em média a R$ 17,55, 2% a menos que na primeira semana de outubro. Entretanto, ao comparar com outubro de 2011 os preços médios foram semelhantes.

“O milho que temos ainda para vender é o excedente da produção. As empresas já compraram o que tinham em mente, o que está levando a desvalorização do produto. Os produtores aguardam agora melhores preços para intensificar as vendas tanto para o mercado interno, que é o balizado de preço do cereal, quanto para o externo, diz o analista.


Abiove estima estoque de soja 206% maior em 2012/13

Projeção é que a produção nacional supere as 81 milhões de toneladas


Os estoques brasileiros de soja para a safra 2012/13 devem crescer 206% na comparação com a temporada 2011/12 e chegar a 3,7 milhões de toneladas, estimou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A alta é resultado do aumento da produção e queda na importação.

A projeção é que a produção nacional supere as 81 milhões de toneladas, crescimento de 22% sobre as 66,6 milhões de toneladas da temporada 2011/12. Com uma produtividade também em alta estima-se que o Brasil reduza em pelo menos 50% suas importações de soja de outros destinos.

Os dados sobre oferta e demanda apresentados pela Abiove constam no relatório semanal divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No tocante ao esmagamento, estima-se que o país amplie em 9%, representando um acréscimo de 3,2 milhões de toneladas.

Os números da Abiove referentes aos estoques final (3.712 toneladas) e inicial (1.212 toneladas) apresentam-se, pela ordem, inferior e superior na comparação com os números estimados pela Companhia Nacional de Abastecimento.

Em seu primeiro prognóstico de safra 2012/13 a estatal elencou um volume estocado em soja na ordem de 4,9 milhões de toneladas. Já o estoque inicial calculado em 945,5 mil toneladas.

No tocante à exportação, a Associação Brasileira das Indústrias projeta um embarque de 38,5 milhões de toneladas ao exterior. Enquanto isso, a Conab aponta outras 36,2 milhões de toneladas.


Brasil vai repassar US$ 20 milhões à FAO para incentivar plantio de algodão

O governo brasileiro vai repassar US$ 20,2 milhões para a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) que serão investidos no desenvolvimento de projetos agrícolas voltados ao plantio do algodão

  

O acordo foi assinado nesta quarta-feira (17) pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva. A ideia é repassar conhecimento e experiência no setor para a organização.

Inicialmente, o objetivo do projeto é englobar países que integram o Mercosul como titulares e associados, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela e Haiti, com possibilidades de ampliação para o restante da América Latina e do Caribe, assim como a África Subsaariana.

A proposta é promover assistência técnica e formação relacionada ao setor do algodão em países em desenvolvimento. A ideia é identificar experiências e tecnologias, por meio de especialistas e treinamento de pessoal específico para atividades no setor, de tal forma que sejam estimulados os resultados e práticas na área.

De acordo com Patriota e Graziano, o projeto visa a colaborar com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e os objetivos da Cúpula Mundial da Alimentação. A busca por essas metas inclui o incentivo, a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Também pretende reforçar as capacidades dos pequenos agricultores e suas famílias.

Pelo acordo, o projeto terá duração de quatro anos e um orçamento total de US$ 20,2 milhões, que serão repassados pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) – responsável por metade dos recursos – e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC-MRE), que fornecerá o restante. O Escritório Regional para a América Latina e o Caribe contribuirá com US$ 200 mil.

O algodão é um dos produtos agrícolas, segundo a FAO, mais importantes no mundo, pois gera emprego e renda contribuindo para a segurança alimentar e para o acesso aos cuidados de saúde, habitação, principalmente, nos países em desenvolvimento. O Brasil tem experiência no desenvolvimento de tecnologias para a cadeia produtiva do algodão.

Workshop sobre perdas pós-colheita será realizado em Sinop

As alternativas para diminuir as perdas pós-colheita serão discutidas nos dias 24 e 25 de outubro, em Sinop

A Aprosoja realiza o 1º Workshop de Perdas Pós-Colheita, no auditório da Embrapa Agrossilvipastoril, com a presença de pesquisadores, produtores rurais e empresas ligadas ao setor produtivo. 

Na programação, o pesquisador norte-americano Steve Sonka, da Universidade de Illinois, vai falar sobre a importância da atenção às perdas pós-colheita na oferta mundial de grãos.

Outro grande nome da pesquisa sobre perdas é Peter Goldsmith, que apresentará a percepção dos produtores com relação às perdas de soja e os problemas de acesso ao crédito para investimento em armazenagem.

Goldsmith está à frente da pesquisa sobre as perdas pós-colheita do Instituto ADM de Perdas Pós-Colheita, ligado à Universidade de Illinois.

 A Aprosoja é a realizadora do projeto no Brasil e os técnicos da associação e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso apresentarão os dados compilados que foram colhidos durante a safra de milho deste ano.

Ainda na programação do workshop estão debates sobre a qualidade da soja e como é feita a classificação no Brasil e nos Estados Unidos.

 Três painéis serão apresentados: perdas e projetos na colheita, no transporte e na armazenagem.

sábado, 20 de outubro de 2012



Brasil é vice-líder em produção de transgênicos

Só os Estados Unidos têm uma plantação maior: 69 milhões de hectares


O começo da história dos transgênicos no Brasil, no entanto, foi tumultuado. No início dos anos 90, produtores do sul do País iniciaram o cultivo de soja modificada vinda da Argentina, mas o assunto ainda não era regulamentado no País. A comercialização dessa soja só foi autorizada por medida provisória em 1995.

Mas, a alegria dos produtores durou pouco. Em 1998 a venda dos transgênicos foi proibida, devido a uma ação judicial do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O embargo durou até 2003, com a edição de nova MP para autorizar a comercialização.

A Lei de Biossegurança (11.105/05), aprovada pelo Congresso em 2005, representou o fim da polêmica em torno do assunto. Além de criar regras gerais sobre as pesquisas em biotecnologia no País, a lei criou a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que passou a ser responsável por toda regulação do setor de biotecnologia.

Desde então, o órgão já aprovou a utilização comercial de cerca de 50 organismos geneticamente modificados, dos quais 35 são plantas. Segundo o presidente da CTNBio, Flávio Finardi, as regras de liberação desses organismos no País estão entre as mais rigorosas do mundo.

Etapas do licenciamento

Ao todo, no Brasil para chegar às prateleiras, um produto transgênico tem de passar por cinco fases. Primeiro, a empresa deve submeter o projeto à aprovação da CTNBio. A comissão analisa a proposta e faz uma visita local para saber se há condições para se desenvolver o trabalho com segurança.

Aprovada a proposta, vem a fase de desenvolvimento e testes, que devem ser realizados em ambiente restrito e controlado. Se for uma planta, cabe ao Ministério da Agricultura fiscalizar o experimento. Em seguida, antes da liberação comercial, a CTNBio avalia se os dados coletados correspondem aos critério de biossegurança.

Antes da comercialização efetiva, o produto ainda será submetido a uma avaliação política. Um conselho formado por 11 ministros decide se é vantajoso ou não para o País lançar a novidade no mercado.

Agrotóxicos

Um dos produtos transgênicos mais cultivados no Brasil é a soja. Segundo a economista do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Jovir Vicente Esser, 89% da soja produzida no País é geneticamente modificada.

As plantas atualmente existentes no mercado sofreram alteração genética quase sempre com o objetivo de se tornarem mais resistentes – seja a agrotóxicos, a pragas ou às intempéries climáticas.

Mas a redução do uso de agrotóxicos possibilitada pela transgenia não vem ocorrendo no Brasil porque as ervas daninhas adquirem resistência ao herbicida usado nas plantações de transgênicos. O presidente da CTNBio, Flávio Finardi, reconhece a existência do problema, mas afirma que decorre, não da tecnologia, mas da falta de cuidado dos produtores. “Existem relatos de plantas daninhas resistentes ao mesmo tipo de herbicida. Agora, por que isso aconteceu? Porque não foi feito o rodízio de culturas.”

O engenheiro agrônomo e assessor técnico da Agricultura Familiar e Agroecologia Gabriel Biancone Fernandes sustenta, inclusive, que desde 2008, quando o Brasil passou a plantar soja transgênica em escala comercial, assumiu a triste posição de país que mais usa agrotóxico no mundo.


Tecnologias inovadoras permitem expansão da cafeicultura nas regiões de Cerrado

Embrapa Cerrados desenvolveu tecnologias inovadoras para essa região, caracterizada por estiagens prolongadas e solos de baixa fertilidade



Para cumprir o desafio de produzir café de qualidade no Cerrado brasileiro – que ocupa mais de 200 milhões de hectares, distribuídos nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Piauí, Maranhão e Distrito Federal - a Embrapa Cerrados, com recursos do Consórcio Pesquisa Café cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, juntou esforços em projetos multidisciplinares e desenvolveu tecnologias inovadoras para essa região, caracterizada por estiagens prolongadas e solos de baixa fertilidade. A Embrapa Café e Embrapa Cerrados são Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Estresse hídrico - A primeira delas é a irrigação de café com estresse hídrico controlado, que veio para contradizer a ideia segundo a qual a irrigação durante o ano todo faz parte do manejo tradicional de cafeeiros no Cerrado. Essa tecnologia de manejo de água na agricultura irrigada já foi validada não só em experimentos como também em fazendas produtivas de várias regiões brasileiras. “Partimos da teoria de que as necessidades fisiológicas das plantas devem ser respeitadas, caso contrário, tem-se grande variação anual da produtividade, como bienalidade acentuada e desuniformidade na maturação dos frutos, devido à ocorrência de múltiplas floradas”, explica o pesquisador e gerente de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Café, Antonio Guerra,

A tecnologia além de revolucionar a prática tradicional da irrigação frequente e continuada, garante mais produtividade, mais qualidade e menor custo, sendo alternativa para a sustentabilidade da cafeicultura no Cerrado. “A pesquisa demonstrou ser possível a aplicação de estresse hídrico (suspensão da irrigação) controlado na estação seca do ano, na época certa e com magnitude adequada, para sincronizar, uniformizar o desenvolvimento dos botões florais e, consequentemente dos frutos, o que garante um café de mais qualidade”, completa Guerra.

A nova tecnologia superou definitivamente a desconfiança por parte dos produtores, que acreditavam que, com a suspensão da irrigação durante 70 dias para submeter as plantas ao estresse hídrico moderado, os cafeeiros não cresceriam e as lavouras ficariam depauperadas. “Os cafeeiros submetidos ao estresse controlado não só cresceram mais como se apresentaram em melhores condições para a safra seguinte. É o chamado crescimento compensatório, um estímulo ao crescimento após o reinício das irrigações”, explica o pesquisador.

Segundo enfatiza Guerra, a prática do estresse hídrico controlado não custa nada mais ao produtor e ainda traz redução dos custos de água e energia, em média de 33%, economia no processo de colheita, inclusive com mão de obra, e uma visão sustentável do agronegócio tanto do ponto de vista ambiental como da competitividade. “O uso do estresse hídrico controlado para uniformização de florada do cafeeiro e, consequentemente de maturação, é um processo tecnológico que também permite a obtenção de 85% ou mais de frutos cerejas no momento da colheita, maximizando a produção de cafés especiais, de maior valor de mercado. Além disso, disso, garante redução de 20% para 10% de grãos mal formados e de 40% na operação de máquinas. É a viabilização e a otimização da cafeicultura irrigada no Cerrado brasileiro”.

Na fazenda Lagoa do Oeste, na Bahia, a tecnologia foi validada e atualmente é uma inovação importante. De acordo com o consultor técnico, o engenheiro agrônomo Guy Carvalho, o manejo da água com o uso do estresse hídrico controlado e com o programa de monitoramento de irrigação foi testado e aprovado. "É uma quebra de paradigma. As vantagens são evidentes e fazem a diferença no bolso do produtor, tornando seu negócio mais competitivo e sustentável", destaca.

Adubação fosfatada em café
 - A irrigação controlada aliada à adubação equilibrada permitiu um retorno financeiro de até R$ 7.656,50/ha. Esse resultado foi obtido com a união de outro estudo de pesquisa também financiado pelo Consórcio Pesquisa Café e realizado pela Embrapa Cerrados: adubação fostatada em café. Da mesma forma que o estresse hídrico, essa tecnologia também não tinha amparo na literatura científica até então e representou mais uma mudança de ponto de vista. “Hoje, sabe-se que há resposta à adubação de fósforo em cafeeiros e, em geral, essa tecnologia é usada em conjunto com a irrigação, mostrando sinergia. Há também expressivo aumento de produtividade como resposta, mais energia, vigor e sanidade das plantas”, adianta Guerra.

Para ele, contribuiu para abandonar a ideia de que o cafeeiro não responde positivamente à aplicação de fósforo no solo em sua fase de produção a visão de uma nova corrente crítica que buscou repensar o sistema produtivo do cafeeiro para torná-lo mais eficiente, competitivo e sustentável. “O estudo questionou os critérios de recomendação de adubação fosfatada no cafeeiro que, por muitos anos, foi considerado uma planta que não respondia à aplicação de altas doses de fósforo. E comprovou que a adição do fósforo traz benefícios para a planta tanto em solos de média a alta fertilidade como também em solos de baixa fertilidade, como os do Cerrado, onde a planta responde com grande intensidade”, pontua.

Além disso, a nova tecnologia questionou o conceito de que a bienalidade do cafeeiro era uma questão intrínseca da planta de café e indicou que é mais uma questão de manejo, sendo possível com práticas agrícolas adequadas reduzir sua intensidade e manter uma produção mais equilibrada, com maior uniformidade na maturação, grãos vigorosos e sadios e um menor custo de produção. “É uma revolução no sistema de adubação do cafeeiro”, completa Guerra.

As pesquisas sobre o comportamento do fósforo no cafeeiro puderam ser intensificadas a partir do desenvolvimento da tecnologia do estresse hídrico controlado. “Existia uma demanda crescente por informações sobre a influência da adubação fosfatada no desenvolvimento, vigor das plantas e pegamento da florada. Além disso, existia a ideia de que o nível de fósforo observado nas análises do solo de alguma forma não representava o que realmente estava disponível para os cafeeiros. Os resultados demonstram que o ajuste nutricional é necessário também nas lavouras de sequeiro”, continua o pesquisador.

Cultivo de braquiária nas entrelinhas dos cafeeiros - Outra tecnologia que representa mudança de paradigma é o cultivo de braquiária nas entrelinhas dos cafeeiros, um casamento perfeito também realizado pelas pesquisas da Embrapa Cerrados no âmbito do Consórcio Pesquisa Café. “Braquiária e café combinam sim. A braquiária faz a ciclagem de nutrientes, notadamente o fósforo, ajudando na sua disponibilidade para as plantas e o controle de erva daninha diminuindo o requerimento de roçagem e a aplicação de herbicida. Além disso, visivelmente não prejudica a planta e potencializa a multiplicação de micorriza natural, facilitando a absorção de nutrientes, água e produzindo biomassa, o que melhora a qualidade do solo e fixa carbono da atmosfera. É uma tecnologia sustentável”, explica Guerra.

Uma peculiaridade do manejo do mato com a braquiária é que seu sistema radicular é extremamente desenvolvido ajudando na estruturação do solo e dificultando que ocorra erosão. “Cada vez que se roça a braquiária, ocorre a morte de raízes da gramínea que irão se decompor com o tempo e ajudarão a aumentar o teor de matéria orgânica no solo e sua estruturação. Por esses fatores, a braquiária tem se adaptado muito bem a esse sistema”.

Segundo o pesquisador, o incremento na adubação em caso do manejo com braquiária pode ser necessário em solos pobres e inadequadamente corrigidos. “Essa gramínea tem uma alta relação carbono/nitrogênio e decomposição lenta. Assim, os microorganismos retiram nitrogênio do solo para fazerem sua decomposição. Como os solos corrigidos de cafezais são, em geral, férteis e com teores médios a altos de matéria orgânica, não é necessário incrementar nenhuma adubação para o café, porque o estoque de nutrientes no solo suporta a decomposição da braquiária sem desequilibrar o sistema”. Guerra acrescenta que os microorganismos retiram nitrogênio do solo para decompor a braquiária, mas de forma lenta e contínua e, conforme ela vai sendo decomposta, esse nitrogênio volta para o café disponibilizado pela matéria orgânica.

Assim, a partir desses três exemplos de tecnologias desenvolvidas por instituições participantes do Consórcio Pesquisa Café, pode-se dizer que, apesar de haver sistemas produtivos atuais nos quais há conhecimentos considerados prontos e definitivos, como é o caso da necessidade de irrigações com alta frequência, a bienalidade na produção do café e a baixa exigência de fósforo dos cafeeiros adultos, o papel da pesquisa é buscar inovação permanente diante dos novos desafios e apontar ainda mais soluções e alternativas para a cafeicultura brasileira. “Esse é o nosso papel, indagar-se constantemente para que estejamos sempre atuais”, conclui Guerra.

Consórcio Pesquisa Café - O Brasil desenvolve o maior programa mundial de pesquisas em café, o Programa Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Essa rede integrada de pesquisa é possível graças ao Consórcio Pesquisa Café, que reúne dezenas de instituições brasileiras de pesquisa, ensino e extensão estrategicamente localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação entre as instituições e a união de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais, que permitem elaborar projetos inovadores. A evolução da cafeicultura brasileira, ao longo dos últimos anos, comprova a importância dos trabalhos de pesquisa.

Esse arranjo institucional atua em todos os segmentos da cadeia produtiva, tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores. Hoje reúne mais de 700 pesquisadores de cerca de 40 instituições, envolvidos em 74 projetos dos quais fazem parte 355 Planos de ação.

Foi criado por iniciativa de dez instituições ligadas à pesquisa e ao café: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig, Instituto Agronômico - IAC, Instituto Agronômico do Paraná - Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro - Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras - Ufla e Universidade Federal de Viçosa - UFV.

As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.