segunda-feira, 24 de junho de 2013

Saiba os riscos dos agrotóxicos à saúde do trabalhador rural, no ES




Equipe de reportagem acompanhou os produtores rurais por três meses.
Flagrantes mostram o uso irregular do produto e os riscos à saúde.

Apesar de existirem leis específicas para regulamentar venda e uso de agrotóxicos, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) reconhece que há falhas na fiscalização. No Espírito Santo, a questão vem se mostrando um problema amplo, passando pela venda irregular dos produtos, pela falta de cuidados do homem do campo na aplicação do agrotóxico, até os riscos à saúde do trabalhador. Durante três meses, uma equipe de reportagem do ESTV 2ª Edição acompanhou a utilização e os efeitos dos agrotóxicos em famílias de produtores rurais, em três regiões do estado. (Veja acima a terceira reportagem da série)
Os agrotóxicos apresentam grande risco à saúde dos trabalhadores rurais, que ficam em contato direto com o veneno, principalmente por não realizarem o procedimento correto de aplicação do produto. Um flagrante em uma lavoura de morango mostrou o veneno exposto no meio da plantação, dentro de uma das caixas em que o fruto é transportado. Outro flagrante: a mangueira usada para a aplicação do veneno estava em contato direto com o solo.
O número de crianças que nascem com o desenvolvimento comprometido em famílias de agricultores é grande. Na Apae de Muniz Freire, região do Caparó no Espírito Santo, são atendidas 170 crianças. Cerca de 80% delas são filhos e filhas de trabalhadores rurais. Segundo a psicóloga Lerina de Souza Vieira, o quadro clínico das crianças é deficiência intelectual leve a moderada. “Temos também casos de síndromes e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.” As crianças recebem atendimento de uma equipe de profissionais, mas não é suficiente para atender a demanda.Por não utilizar os equipamentos de segurança necessários, o homem do campo se expõe aos riscos do produto químico. O contato direto com o veneno pode provocar inúmeros efeitos à saúde humana. Em mulheres grávidas, pode afetar o desenvolvimento do bebê. “Ele pode nascer com alterações cromossômicas sérias”, diz a coordenadora do Toxcen, Sony Itho.
“Todo município que tem uma base agrícola, como o nosso, convive com isso. Ter o agrotóxico presente pode ocasionar algum tipo de deficiência nessas famílias, e a deficiência vai sendo passada de geração para geração”, comenta a assistente social Sandra Delarmelina.
Sony Itho destaca a importância do trabalhador rural manter os cuidados necessários na utilização de agrotóxicos. Isso implica em cuidados tanto com a própria saúde dos produtores, tanto com o meio ambiente e os futuros consumidores do alimento.

Embrapa Rondônia desenvolve técnicas de proteção do solo do cafezal durante a seca


Pesquisa desenvolvida pela Embrapa Rondônia, em parceria com a Embrapa Café, coordenadora do Consórcio Pesquisa Café, revela práticas que podem evitar os transtornos causados pelo período de seca em Rondônia. De maio a setembro, a seca afeta o florescimento e a produtividade do cafeeiro. A florada principal dos cafeeiros Conilon e Robusta ocorre entre o fim de julho e o início de agosto em Rondônia. Dependendo da quantidade de chuva, temperatura média mensal e do correto manejo do cafezal, pode ocorrer uma segunda e até uma terceira florada nos meses de agosto, setembro e outubro.
O artigo “Período seco chegando: hora de proteger o solo do cafezal”, de autoria dos pesquisadores Júlio Cesar Freitas Santos, Rogério Sebastião Corrêa da Costa e Francisco das Chagas Leônidas pode ser encontrado no site da Embrapa Rondônia: http://www.cpafro.embrapa.br/portal/noticia/308/
Técnicas de proteção
Segundo esses pesquisadores, uma das formas de auxiliar a uniformização da florada e aumentar a produtividade do cafezal na época da seca é manter as entrelinhas do cafezal protegidas. Isso pode ser feito com o uso de cobertura morta, uso de capins, palhadas, casca de café, roço das plantas daninhas e outros resíduos existentes na propriedade rural. A cobertura morta do solo, além de conservar a água para a lavoura e evitar as altas temperaturas no terreno, o enriquece com matéria orgânica, nutrientes e reduz a presença de plantas daninhas.
Pesquisas desenvolvidas em Rondônia e Minas Gerais mostram que a casca de café é excelente fornecedora de matéria orgânica, rica em potássio e nitrogênio. Sua utilização melhora a capacidade de retenção de umidade pelo solo, diminui a temperatura nas camadas superficiais e melhora o arejamento, além de controlar a erosão e reduzir o crescimento de plantas daninhas.
Em ensaios conduzidos na Embrapa Rondônia, a aplicação de 70 t/ha de casca de café em um cafezal recepado promoveu um aumento nos níveis foliares de fósforo, potássio, cálcio e magnésio – aumentando a produtividade do cafeeiro em até 90% (de 20 para 38 sacas/ha) em relação ao cafezal não recepado.
Em outro ensaio conduzido na Universidade Federal de Viçosa, instituição participante do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, pesquisadores testaram o uso da casca de café como cobertura de solo no cafezal. Observou-se uma maior retenção da água no solo, que apresentou condição mais favorável à manutenção do sistema radicular do café – principalmente após longos períodos de seca. O uso da casca de café como cobertura dobrou a quantidade de raízes da planta.
Mais uma forma de obter resíduos para cobertura do solo é o cultivo intercalar de leguminosas e/ou gramíneas nas ruas do cafezal. Elas devem ser cortadas no final do período chuvoso para a formação da cobertura morta e proteção do solo no período seco. Além de servirem como fonte de cobertura morta, as leguminosas beneficiam o solo e as plantas por meio da fixação de nitrogênio. Leguminosas como amendoim forrageiro (Arachis pintoi), desmódio (Desmodium ovalifolium), feijão de porco (Canavalia ensiformis) e mucuna (Stizolobium sp.) têm sido utilizadas com resultados satisfatórios nos cafezais em Rondônia.
Entre as gramíneas, o milheto (Pennisetum glaucum) é uma planta que se adapta bem em solo de baixa fertilidade e com déficit hídrico, tem alta capacidade de ciclagem de nutrientes, crescimento rápido e elevada produção de biomassa. Além disso, apresenta resistência às principais pragas, reduzindo a população de nematóides como Meloidogyne incógnita e javanica, Pratylenchus brachyurus e Rotylenchulus reniformis. O milheto vem sendo usado com sucesso em cafezais do Espírito Santo e de Rondônia.
O capim braquiária é outra gramínea que pode também ser utilizada, por meio do cultivo e roço nas ruas do cafezal. A vantagem é a produção de grande quantidade de material vegetal. O sistema radicular da braquiária é extremamente desenvolvido, o que ajuda na estruturação do solo, aumenta o teor de matéria orgânica e dificulta a erosão.

Camex reduz alíquota para importação de feijão

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu reduzir de 10% para zero o Imposto de Importação do feijão preto e de outros tipos de feijão, que não branco. A medida temporária entra em vigor hoje, com a publicação da Resolução Camex n° 47/2013 no Diário Oficial da União, e vigora até 30 de novembro deste ano. A redução da alíquota tem o objetivo de facilitar a compra externa, aumentar a oferta de feijão no mercado brasileiro e reduzir o preço do produto, já que houve queda da produção nacional e ainda não há perspectivas de aumento da oferta doméstica.
“Essa medida é fundamental para aumentar a oferta do produto no mercado e mostra a preocupação do Governo Federal em reduzir os índices de inflação. É preciso garantir preço justo aos consumidores”, explicou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade. O preço médio do quilo do feijão pago aos produtores em maio do ano passado era de R$ 2,08, enquanto no mesmo mês deste ano foi de R$ 2,77, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas.
A Conab estima para 2013 uma safra de 2,8 milhões de toneladas de feijão, ante os 2,9 milhões de toneladas no ano passado. “Este ano, a produção deve ser a pior em 11 anos. Além da seca que castigou a semiárido nordestino, houve redução de área plantada de 9,5% na região Centro-Sul e no Nordeste. Também ocorreu quebra no rendimento (14,3%)”, analisa o técnico de mercado da Conab, do Ministério da Agricultura, João Ruas.
A alteração foi feita por meio da inclusão dos dois códigos NCM referentes ao feijão na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (Letec). Como a Letec tem número limitado de vagas, foi necessário retirar outros dois produtos da lista. Foram excluídos o “o-Diclorobenzeno” (NCM 2903.91.20), um composto orgânico utilizado para tratamento de metais, na indústria de desodorizantes e como fungicida, entre outras finalidades, e “pêssegos, inclusive as nectarinas” (NCM 2008.70.90).
A escolha levou em conta a urgência da adoção da medida de redução da alíquota para importação do feijão e uma análise relativa aos demais códigos NCM presentes na Letec. Com a exclusão, a alíquota do Imposto de Importação do “o-Diclorobenzeno” passará de 2% para 12%. Já o produto “pêssegos, inclusive as nectarinas” que estava na Letec com alíquota de 55%, voltará, até 30 de novembro de 2013, para a Tarifa Externa Comum (TEC) consolidada de 35%. A partir de primeiro de dezembro, o item volta à Letec com 55% de Imposto de Importação.

Hortitec 2013 abre as portas em Holambra/SP



A vigésima edição da Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – foi aberta nesta quarta-feira (19), no Pavilhão da Expoflora, em Holambra/SP, e segue até sexta-feira (21). Considerada a maior feira de horticultura da América Latina, a mostra reúne 400 expositores que apresentam evoluções tecnológicas e novidades para produtores dos diferentes setores do agronegócio: flores, frutas, hortaliças, florestais e demais culturas intensivas. “A busca no mercado de horticultura hoje é por novidades em tecnologia e inovação que elevem a produtividade no campo e assegurem qualidade cada vez maior dos produtos, nas diversas formas de cultivo”, afirma Renato Opitz, diretor da RBB Feiras e Eventos, empresa responsável pela organização da Hortitec. A expectativa é receber mais de 26 mil visitantes.
Muitas novidades atraem a atenção de produtores dos quatro cantos do país e também do exterior. Entre os destaques no segmento de flores estão a Petúnia Sophistica, que impressiona pela sua cor negra, e as novas variedades de rosas, apresentadas por diversas empresas melhoristas internacionais. Nas hortaliças, pimentões com nove variações de cores, tomates de cores, sabores e formatos diferentes, como os amarelos, que contêm betacaroteno, a exemplo da cenoura, o pepino Beit Alpha, uma versão menor do produto, mais crocante e sem espinhos, além de uma nova variedade de espinafre para saladas.
O nível técnico do público que visita a Hortitec é o grande diferencial do evento. A fim de garantir esse perfil, os convites são distribuídos aos clientes atuais e potenciais dos próprios expositores, provocando um grande encontro de negócios, cuja expectativa é movimentar R$ 95 milhões. Somente visita feira quem tem real interesse no setor e, por isso, a Hortitec acabou por se tornar passagem obrigatória para produtores e profissionais de agribusiness interessados em conhecer as tendências do mercado, trocar experiências, fazer e programar negócios.
Informações adicionais sobre o evento e sobre o congresso estão disponíveis no site www.hortitec.com.br ou pelo telefone (19) 3902-4092.

Plantadora de Hortaliça Natura é o destaque da Jumil na Hortitec 2013



A Jumil se destaca em um mercado que é muito significativo em termos de necessidades de implementos agrícolas e no qual ela vem atuando há anos. A Plantadora de Hortaliças JM2400 NATURA é uma geração de plantadoras de hortaliças, concebida com foco na precisão de plantio. Conforme explica o gerente de engenharia, Fabio Chencci, este equipamento traz como principais avanços o plantio em linhas duplas com distribuidores de sementes individuais para cada linha e um novo distribuidor de sementes, concebido especialmente para o plantio de hortaliças.
A JM2400 conta ainda com um inédito conjunto de seletores de sementes primários e secundários que, aliados à precisão na construção do disco e demais componentes, conferem grande precisão na distribuição de sementes, minimizando a ocorrência de sementes duplas ou falhas e permitindo até mesmo a eliminação do raleio (operação manual de eliminação de plantas duplas ou muito próximas) em plantio de cenoura dependendo da uniformidade da semente, o que implica em grande economia de sementes e mão de obra. Conta também com um de filtros de ar para realizar a limpeza dos furos do disco após a liberação da semente.
Chencci explica que a plantadora de hortaliças pode ser montada com 03 a 07 unidades semeadoras para o plantio de linhas duplas com espaçamento de 80 a 125mm entre linhas e no mínimo 230mm entre unidades semeadoras. Sua principal característica é permitir o plantio de precisão para cenoura, cebola e outras hortaliças, tanto com sementes peletizadas quanto incrustradas ou nuas. “É um produto que demandou inúmeras clínicas com produtores, visitas a feiras internacionais e pesquisas de produtos concorrentes, além de um intenso trabalho de projeto e validação para chegar ao distribuidor de sementes”, salienta o engenheiro.
O Gerente Nacional de Vendas da Jumil, Flavio Trezza, afirma que a JM2400 Natura é indicada para pequenas, médias ou grandes áreas, podendo plantar até 4 ha/dia na configuração de 07 linhas. “Seu grande diferencial é ser uma geração de plantadoras de hortaliças, concebida com foco na precisão de plantio, por isto utiliza a tecnologia Exacta, desenvolvida pela Jumil, o que a diferencia no mercado”, finaliza Trezza.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Começa em São Paulo a maior feira indoor de pecuária do mundo


Teve início nesta segunda-feira (17) a 19ª edição da Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne), maior evento indoor do gênero do mundo, promovida pelo Agrocentro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo/SP.
Em 50 mil m², 250 empresas de referência nos segmentos de genética, saúde e nutrição animal, órgãos de desenvolvimento e pesquisas, máquinas e equipamentos, frigoríficos, entidades representativas, apresentam suas novidades aos mais de 25 mil visitantes esperados para esta edição da feira.
Cerca de 4 mil animais, de 20 raças de bovinos (Simental, Simbrasil, Caracu, Limousin, Sindi, Bonsmara, Marchigiana, Devon, Nelore, Nelore Mocho, Senepol, Angus, Hereford, Braford, Canchim, Charolês, Guzerá, Brahman, Tabapuã e Wagyu) e duas de ovinos (Dorper e Santa Inês) participam da feira com julgamentos. Estreiam na Feicorte a raça Devon e a Associação do Cavalo Puro Sangue Lusitano.
“A Feicorte é um grande encontro da pecuária, de todas as raças e criadores. A feira está cada vez mais fortalecida e isso se reflete na participação de novas raças e de outros setores que estão envolvidos no dia a dia das fazendas, como cavalos, muares e ovinos e caprinos”, avalia a gerente do Agrocentro, Carla Tuccilio.
Expoinel Paulista
Uma das novidades desta edição é que a Feicorte sedia a Expoinel Paulista, etapa obrigatória para os criadores da raça Nelore que disputam o Ranking Nacional da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) pelo Estado de São Paulo. A Feicorte é também etapa obrigatória da 1ª Copa São Paulo – Paraná, um dos campeonatos inter-regionais promovidos pela Nelore como uma ferramenta de integração entre criadores e expositores de diversas regiões. Participam da Expoinel 430 animais Nelore e Nelore Mocho.
Feinco Preview
Outra novidade da Feicorte em 2013 é a realização da Feinco Preview, com leilões de ovinos, cursos, palestras, julgamentos, Espaço Gourmet e concurso de carcaças, o primeiro em uma grande exposição. Será lançado também na Feinco Preview um selo de qualidade para cortes provenientes de cruza Dorper.
Feimuares
A Feicorte sedia ainda a 2ª Feimuares (Feira de Muares e Asininos), com a exposição de jumentos, burros e mulas, permitindo ao visitante conhecer a evolução desses animais e sua importância nas mais diversas atividades no campo.
“O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo, sendo que 90% do manejo é feito por muares. A Feimuares é uma oportunidade de mostrarmos a toda a cadeia o desenvolvimento e a importância desses animais para a pecuária no país”, ressalta Herman Martin Frank, proprietário do Criatório Campeãs da Gameleira, expositor da Feimuares.
São 24 baias com a exposição de 30 animais de “serviço” e “para patrão”. Os destaques são os jumentos campeões Itarantin da Gameleira e Japurá da Gameleira, além de duas mulas pampas com seis e oito meses de idade.
Prêmio Nelson Pineda
Na noite desta terça-feira (18) será feita a entrega do Prêmio Nelson Pineda – Ano III, promovido pela organização da feira em parceria com a Scot Consultoria e Associação Nacional de Confinadores (Assocon). Serão premiados os 40 destaques do confinamento de 2012 no Brasil e 10 destaques em sustentabilidade, além da homenagem a um produtor de gado a pasto, que marcará o lançamento de uma nova categoria do Prêmio: Boi a Pasto.
“O Prêmio vai ao encontro com o modelo atual da pecuária, que busca competitividade e qualidade, melhora nos índices e o bem-estar dos animais e daqueles que trabalham e vivem do setor”, destaca a gerente do Agrocentro, Carla Tuccilio.
Capacitação para tratadores
A Feicorte preparou uma programação especial para tratadores de gado como forma de reconhecimento e valorização do trabalho desses profissionais. Promovidas pelo Agrocentro, Beckhauser, Ouro Fino, Tortuga e Marfrig, será oferecido um jantar de confraternização e três palestras de capacitação em manejo, sanidade e nutrição, de terça a quinta, às 10h, na sala Cedro. As inscrições estarão abertas todos os dias a partir das 18h.
Na terça, a palestra será sobre sanidade, ministrada por Marcus Rezende, da Ouro Fino; na quarta, Carlos Eduardo dos Santos, da Tortuga, fala sobre nutrição; e na quinta, o coordenador de sustentabilidade do Grupo Marfrig, Stavros Tseimaziades, o veterinário da Beckhauser, Renato dos Santos, tratam de manejo – da fazenda ao frigorífico.
Eventos
Durante a Feicorte serão realizados mais de 120 eventos, entre leilões, julgamentos, palestras, seminários, cursos e painéis, fortalecendo ainda mais a feira como palco de negócios e das principais discussões que envolvem a cadeia produtiva na carne.
Nos dias 17 e 18 de junho ocorre o VII Curso de Morfologia para Seleção e Escolha de Reprodutores e Matrizes das Raças Zebuínas de Corte - Feicorte 2013, oficializado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e nos dias 18 e 19, o Curso Boi com Bula - Selecionando Reprodutores e Matrizes Funcionais.
Na terça, às 11h, o juiz internacional Matteo Ridolfi, convidado pela Associação Brasileira de Criadores de Marchigiana, ministra a palestra técnica “A influencia da genética italiana no melhoramento da raça na Itália e no Brasil”. Às 11h30min, a Associação Brasileira de Hereford e Braford lança o selo “Carne Certificada Hereford”. No mesmo dia, a partir das 14h será promovido o Painel “Prioridades de Sanidade Animal”, coordenado pelo presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Tirso de Salles Meirelles, quando serão abordados temas como Febre Aftosa, Brucelose, Raiva Bovina e Clostridiose.
A Câmara Setorial da Carne Bovina se reúne na quarta, dia 19 de junho, às 12h, para discutir a conjuntura da pecuária bovina e a criação do Conselho da Bovinocultura (Consebov). Às 14h será oferecida pela Nufarm a palestra “Uma nova visão sobre a interferência de plantas daninhas em áreas de pastagens”, ministrada pelo Professor Doutor Sidnei Roberto de Marchi, do Instituto de Ciências Exatas e da terra - ICET/UFMT, e às 19h haverá uma palestra técnica sobre a BRS Paiaguás, com a Dra. Cacilda Borges do Vale, promovida pela Unipasto.
Ainda na quarta-feira (19), às 16h, o “Encontro de Líderes” discutirá governança para programas de fidelidade, com a participação de executivos das principais empresas da cadeia produtiva (produtores, insumos, indústria e varejo) e homenagens a personalidades do ano do agronegócio: o ex-secretário da Agricultura de SP, João Sampaio e os ex-Ministros da Agricultura, Alysson Paulinelli e Roberto Rodrigues.
Na quinta-feira (20), às 10h, a Feicorte promove o 1º Fórum de Comunicação: A importância da comunicação e eventos como canais difusores de atualização e novos conhecimentos para a pecuária do futuro. Às 14h, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ministra a palestra “Riscos e oportunidades da desaceleração da economia para o agronegócio”, seguida de debate com Ivan Wedekin (Diretor de Commodities BM&FBOVESPA e Diretor Geral BBM) e Miguel Daoud (Comentarista econômico do Canal Rural). No mesmo dia, das 14h às 17h, será a vez do Workshop Veterinária - USP na FEICORTE - Tecnologia com retorno econômico para a cadeia produtiva da carne bovina.

Material aborda mais de 15 doenças do trigo



Um material completo sobre doenças do trigo foi disponibilizado para acesso no Clube Phytus. O material é de autoria do consultor ad hoc do Instituto Phytus e PhD em Fitopatologia Ricardo Silveiro Balardin. São 54 páginas contendo mais de 15 doenças e os principais problemas na produção do trigo, incluindo as condições favoráveis para desenvolvimento das doenças, os componentes das doenças, métodos de controle, entre outros aspectos.
Todo o público ligado ao agronegócio pode acessar gratuitamente este conteúdo através do linkhttp://migre.me/eZhn2.
Outros materiais sobre trigo também podem ser acessados, como Critérios para escolha de variedades (http://migre.me/eZhy9) e a Escala Fenológica do Trigo ( http://migre.me/eZhAr), ambos materiais publicados nos últimos 30 dias.
Para ficar por dentro das novidades do Instituto Phytus, acesse as redes sociais através do @iphytus no Twitter e do facebook.com/iphytus.

Milho safrinha apresenta crescimento recorde de produtividade safra 2012/2013



Começa neste mês de junho no Tocantins a colheita do milho safrinha da safra 2012/2013. O plantio do grão ocorreu logo após a colheita da soja, entre fevereiro até meados de março de 2013, aproveitando os últimos meses do período chuvoso. As chuvas generalizadas ocorridas nos meses de maio e junho foram as responsáveis pela produtividade recorde de 4.710 quilos por hectare. Uma variação positiva de 11,7% em relação à safra anterior. O milho segunda safra é cultivado em apenas 14 estados brasileiros, e na região Norte, em somente dois, Tocantins e Rondônia.
A área cultivada é de 40,9 mil hectares. Já a produção, segundo previsão da Comissão Estadual de Levantamento de Informação Agrícola, aponta que o Estado vai colher 192,6 mil toneladas, 2,9% superior à safra de 2011/2012, que foi de 187,1 mil.
De acordo com o assessor executivo de Desenvolvimento Vegetal da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), José Américo Vasconcelos, os produtores aproveitam que a soja foi colhida e utilizam a área para o cultivo do milho safrinha. “O custo diminui com insumos além de promover a rotação de cultura”, argumenta.
Nacional
No Brasil, a previsão é colher 43,62 milhões de toneladas, em uma área de 8,9 milhões de hectares. O destaque da produção vai para os estados da região Centro-Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. “Foi observado que a ocorrência de chuvas a partir da semana iniciada em 27 de abril, seguramente repercutirá na melhoria da produtividade das lavouras, especialmente daquelas plantadas fora do ciclo”, explica Vasconcelos, acrescentando que a nível nacional a produtividade apresentou um incremento de 2,3%, quando comparado com o resultado do ano passado. “Fruto do melhor desempenho das lavouras nos estados da Região Sul e de uma melhor performance, tanto na Região Norte quanto Nordeste”, completa o assessor.
Comissão
A comissão Estadual de Levantamento de Informação Agrícola é formada pela Conab, IBGE, Seagro, Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e agentes financeiro.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O que esperar do trigo em 2013



O que esperar do trigo em 2013
10/06/13 
A área de trigo no Brasil deverá crescer 5,9% em relação ao ano passado, mas o incremento na produção deverá chegar a 19,6% (CONAB, maio 2013). A estimativa considera um possível aumento no rendimento médio das lavouras depois da quebra de 30% na última safra. Clima e preço favoráveis constroem o cenário positivo da triticultura em 2013.

Nesta safra, o Brasil deverá retomar a média histórica de produção de trigo, entre 5 e 6 milhões de toneladas. Segundo levantamentos de intenção de plantio, a área que começou a ser semeada em abril e se estende até julho deverá contar com pouco mais de 2 milhões de hectares (ha), apontando crescimento da área semeada nos estados do Paraná (+10,5% com 897 mil ha), Minas Gerais (+10,2% com 23,7 mil ha), Santa Catarina (+5% com 66,6 mil ha), Goiás (+4,5% com 9,4 mil ha) e Rio Grande do Sul (+3,8% com 1.027 mil ha). O rendimento médio esperado sobe de 2.260 kg/ha em 2012 para 2.700 kg/ha em 2013.

Em SC, o crescimento deverá ser acompanhado de maior investimento pelo produtor. A razão apontada pela economista da Epagri, Márcia Cunha, é o bom preço do cereal no início dos plantios de inverno. “Em algumas regiões encontramos novos silos em construção destinados ao armazenamento do trigo. Mas ainda é cedo para projeções, pois tudo pode mudar em função dos preços dos insumos e da cotação do cereal”, avalia Márcia Cunha.

De acordo com a Embrapa Trigo, o ganho genético nas lavouras de trigo tem sido de 50 kg/ha ao ano, refletindo nas lavouras que passaram de 2.000 para 2.500 kg/ha na última década, exceto em anos de frustrações climáticas como 2003, 2006 e 2012. Hoje, o produtor dispõe de mais de 106 cultivares de trigo (com sementes disponíveis no mercado e registradas no MAPA) para cultivo nas em três regiões tritícolas e adaptadas às mais diversas realidades e padrões tecnológicos. Conforme o pesquisador Pedro Luiz Scheeren, “a pesquisa está oferecendo o que existe de melhor em termos de genética. O produtor está cada vez mais profissional na condução da lavoura. Neste cenário, eu acredito que, nos próximos dez anos, o Brasil será competitivo no mercado internacional de trigo. O mundo olha para nós com especial atenção, pois sabe do nosso potencial de crescimento e inovação”.
         
Clima

O clima que prejudicou o trigo na última safra não deverá se repetir neste ano. Segundo o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, a tendência, em função dos grandes indicadores globais, é de uma condição climática normal em 2013. As chances de El Niño, trazendo excesso de chuva na primavera, são baixas. Este cenário  indica menor incidência de doenças e melhor qualidade do produto colhido. Contudo, o pesquisador ressalta que, mesmo não sendo possível prever como será o tempo na época de colheita e quando exatamente ocorrerão as geadas, principais intempéries que representam riscos à cultura, “a antecipação de que não deveremos ter El Niño nessa safra é uma boa notícia para os triticultores do sul do Brasil”, e recomenda: “o produtor deve seguir o zoneamento agrícola, fazer escalonamento de semeadura com diferentes cultivares, investir em adubação e tratamento fúngicos conforme necessidade, enfim, zelar pelo manejo da lavoura do começo ao fim da safra”, orienta Cunha.

Outra recomendação da pesquisa ao produtor é semear apenas o que terá capacidade de colher: “se eu posso plantar 50 hectares por dia, é porque minha capacidade é para colher 50 hectares num único dia. O que acontece, muitas vezes, é que o trigo é plantado todo num dia, mas a colheita pode levar até uma semana. O cereal fica pronto para colher, mas acaba estragando enquanto espera na lavoura”, alerta o pesquisador Pedro Scheeren.

Preços

Em 2012, a redução da produção mundial e a queda de rendimento e de qualidade do trigo no RS resultaram em pressão positiva sobre os preços, ultrapassando R$700,00/t. Fatores como o consumo (681,0 milhões de t) maior que a produção (653,6 milhões de t), resultaram em uma relação estoque/consumo de 26%, a menor observada nos últimos três anos, e, juntamente ao aumento de preços de milho e soja e restrições de exportações em alguns países, impulsionaram os preços no final de 2012. “Os preços internos têm forte influência dos preços do mercado internacional, seguindo um padrão de evolução de comportamento semelhante, com algumas exceções pontuais, principalmente, em decorrência de problemas de frustração de safra”, explica a pesquisadora da Embrapa Trigo, Cláudia De Mori.

No entanto, o cenário mostra-se favorável à recuperação da oferta global, com ampliação da área semeada em países da União Europeia, Rússia, Ucrânia, Cazaquistão e Canadá. Também está previsto o retorno aos rendimentos normais na Rússia e na Ucrânia que sofreram com a seca no ano passado, embora um aumento de consumo dificulte a recomposição dos estoques.

A primeira estimativa da FAO para a produção mundial de trigo em 2013 é de 695 milhões de toneladas, o que representa 35,4 milhões de toneladas acima da safra 2012 e a segunda maior safra no registro. Porém, o consumo mundial tem apresentado crescimento de 2,1% ao ano, enquanto a produção tem crescido 1,54%. Some-se, ainda, a demanda crescente do uso do trigo na alimentação animal (impulsionado pelo balanço de oferta e demanda do milho) e na produção de biocombustível (tendência na Europa pela perda de mercados de exportação de trigo para os países do Mar Negro), além do mercado interno na China que está aquecido, são fatores que poderão influenciar a curva de preços. A redução de rendimento nas lavouras americanas, pelas adversidades enfrentadas pelos cultivos de inverno e a ocorrência de chuvas e alagamentos em algumas áreas que poderão refletir na qualidade, os possíveis problemas de qualidade na Ucrânia (especula-se que metade possa ter destino forrageiro) e as chuvas excessivas na Europa Ocidental têm mantido as cotações do cereal firmes nos últimos meses.

No mercado interno, a relação estoque/consumo estimada para a safra 2013/2014 é baixa, na ordem 6,3%, o que poderá neutralizar efeitos de queda de preços no mercado internacional em decorrência da maior oferta prevista. Apesar das estimativas de aumento de produção global, da isenção da TEC e importação de trigo americano, e dos leilões da CONAB ocorridos em maio, os preços internos têm se mantido firmes. O preço médio no RS, no mês de maio, de R$30,75/saca 60 kg, é 28,1% superior ao valor médio de maio de 2012 e, no PR, a cotação de R$38,39/saca de 60 kg, é 49,6% superior ao registrado em maio de 2012. No mercado internacional, as cotações observadas na última quinzena de maio, para entrega em dezembro, foram de US$264,80/t FOB em Chicago, US$ 276,66/t FOB em Kansas e US$275,85/t FOB na Argentina.

 “É importante lembrar que além dos fatores tradicionais, como produção, consumo, estoques e comércio internacional, que exercem influência na formação de preços, os aspectos relacionados à qualidade tecnológica do cereal também condicionam a definição de preço do produto e devem ser considerados, assim como a implementação de formas de interação comercial com os elos industriais com especificação de produto fim”, conclui De Mori.

Jacto recebe Prêmio Centro de Citricultura 2013


A JACTO recebeu na última segunda-feira (03), durante a abertura oficial da 39ª edição da Expocitros, em Cordeirópolis/SP, o Prêmio Centro de Citricultura 2013.
De acordo com Marcos Machado, Diretor do Centro de Citricultura, a premiação é uma homenagem pelo comprometimento da empresa com a citricultura. “A homenagem é justa e representa nesse momento o grande compromisso da indústria de máquinas com o setor e com esse evento, que é o mais importante do segmento’, frisou.
Para a Jacto, que participa do evento desde a 1ª edição, o prêmio reflete a importância e o reconhecimento do trabalho para a citricultura, mesmo nos grandes momentos de crise enfrentados pelo setor, além de coincidir com as comemorações dos 65 anos da empresa, celebrados em 2013.
Na ocasião, o Sr. Chikao Nishimura, membro do Conselho de Administração, recebeu o prêmio em nome da Jacto e agradeceu o reconhecimento por todos esses anos de trabalho da empresa em prol de uma citricultura cada vez mais competitiva.
Participação – A Jacto levou para o evento seus principais produtos, equipamentos e serviços, com as soluções tecnológicas desenvolvidas especialmente para a citricultura.

Feijão safrinha apresenta boa qualidade


Segundo dados do Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, a qualidade dos grãos da safrinha de feijão é considerada muito boa. A evolução da cultura é normal no Estado com aproximadamente 80% da área colhida, outros 5% estão na fase de enchimento de grãos e 15% dos grãos estão maduros esperando a colheita. A produtividade estimada (1.388 kg/ha) se mantém, mas ocorrendo lavouras finais com rendimento superior a este, podendo ainda haver alterações na média final do Estado. Os produtores estão colhendo e ofertando o produto para fazer caixa e pagar dívidas próximas, uma vez que os preços são atrativos. A comercialização no RS, nesta semana, permaneceu estável, mantendo o preço médio da saca de feijão preto em R$ 131,64, mas estando 34,2% acima da média histórica geral.
O plantio do trigo não evoluiu de maneira satisfatória durante a semana. A inconstância do tempo, alterando períodos longos de alta umidade, tem prejudicado o andamento do processo. Em âmbito estadual, o percentual chega a 12% do total projetado, mesmo percentual verificado na safra passada nesta mesma época. Na média, este percentual deveria ser de 20%. Na região de Santa Rosa, uma das maiores produtoras, os agricultores estão preocupados com o atraso e esperam entrar nas lavouras nesta semana. Em termos de cotação, a saca de 60 kg do produto teve pequena desvalorização (-0,49%), ficando na média estadual a R$ 30,54.
Na região do Vale do Caí, aumentou rapidamente o volume colhido das frutas cítricas. Entre as bergamotas, a cultivar Caí já atinge 60% das frutas colhidas e a Ponkan, 30%. A alta incidência da mosca-das-frutas também tem apressado a colheita das laranjas, bastante atacadas pelas pragas. As cultivares Umbigo Bahia e Céu Precoce já estão em final de colheita, com percentual de frutas colhidas de 90% e 85%, respectivamente. A qualidade das frutas cítricas continua muito boa, graças às boas condições climáticas atuais e ocorridas durante a fase de desenvolvimento.
Há uma produção abundante de hortaliças folhosas, mas as altas umidades do ar, favorecidas pela ocorrência de precipitações no período, intensificam ataque de doenças fúngicas. Na região Sul, em algumas propriedades, houve danos devido à chuva forte e ao granizo. Na região Noroeste Colonial, durante a semana houve intensificação do transplante das espécies folhosas. Os preços começam a dar sinal de baixar, embora ainda haja procura por parte das escolas para a alimentação de escolares.
As lavouras de mandioca estão com desenvolvimento normal. Em andamento a colheita com boa produtividade e bom preço. Mandioca de primeiro ano passa a apresentar bom cozimento, em consequência das baixas temperaturas, o que favorece a comercialização. No Vale do Taquari, a colheita atinge 70% e o valor da caixa de 22 kg varia de R$ 12,00 a R$ 13,00.
Houve aumento de oferta de pasto, devido ao bom estabelecimento e desenvolvimento das pastagens anuais de Inverno, especialmente as gramíneas anuais de Inverno mais cultivadas no Estado: aveia e azevém. Os agricultores seguem realizando os tratos iniciais necessários para o desenvolvimento das pastagens implantadas, principalmente adubação nitrogenada de cobertura, e piqueteamento dos potreiros. Neste período, observa-se um incremento gradual diário no volume de leite produzido em praticamente todas as regiões produtoras do Estado. O principal fator responsável pelo aumento da produção de leite é a maior oferta de plantas forrageiras, com redução do suprimento de concentrados protéicos para complementar a alimentação dos animais, contribuindo assim para reduzir o custo de produção.

Agrale inicia produção de tratores na sua fábrica da Argentina



A Agrale S/A iniciou, em maio, a produção de tratores em sua planta localizada na cidade de Mercedes, na Província de Buenos Aires. A primeira unidade fabricada foi do modelo BX 6.110, da Linha 6000, a de maior potência da marca. A comercialização desses produtos começa neste mês de junho nos concessionários da marca naquele país.
A produção de tratores na Argentina faz parte da estratégia de internacionalização da Agrale e é resultado do plano de investimentos de US$ 12,5 milhões, anunciado em dezembro do ano passado, que incluía a instalação de uma segunda linha de montagem de veículos. O objetivo é agregar, na planta de Mercedes, a produção de tratores e ampliar a de chassis para ônibus e caminhões, para atendimento da crescente demanda dos produtos Agrale pelo mercado local.
A fábrica da Agrale na Argentina começou a operar no final de 2008 para produção de chassis para ônibus, acrescida em 2009 de caminhões leves, e já ultrapassou a fabricação de 4.000 unidades. A empresa tem mais de 40 anos de presença no mercado argentino, onde alcançou expressiva participação e conceito.
Segundo Hugo Zattera, diretor-presidente da empresa, as primeiras unidades fabricadas já superam 50% de índice de nacionalização de componentes. “Nossa meta é superar os 70% de conteúdo local e assim colaborar para o fortalecimento da indústria automotiva do país”, destaca o executivo.
Os tratores da Linha 6000 da Agrale são indicados para utilização em grandes áreas de cultivo. Com modelos com potência entre 110 e 168 cv, a Linha 6000 dispõe também de cabine desenvolvida para proporcionar maior conforto e espaço interno para o operador e são bem conceituadas no mercado pelo bom desempenho econômico, operacional e pela facilidade de manutenção.
No Brasil, a Agrale, além da Linha 6000, também produz a Linha 5000, de 65 até 105 cv de potência, e a Linha 4000 de microtratores, de 15 até 36 cv, voltados especialmente para a agricultura familiar.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014

Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014



Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014
07/06/13 
Os produtores da agricultura familiar terão R$ 21 bilhões para financiar a próxima safra. O valor, anunciado nesta quinta (6) pelo governo com o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014, é 16,6% maior que o destinado ao setor no ano passado, de R$ 18 bilhões. Segundo o governo, ao todo serão aplicados R$ 39 bilhões no conjunto de medidas para o setor.

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 foi lançado há pouco, no Palácio do Planalto, em cerimônia com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. O plano também comemora os dez anos de nascimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que começou com recursos de R$ 5,4 bilhões de financiamento de safra.
O ministro Pepe Vargas ressaltou a prioridade que o governo federal vem dando ao setor. "Não temos a menor dúvida da importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e social do nosso país. Nesse plano safra queremos que os agricultores tenham mais capacidade de investimento, inovação e tecnologia"
Entre as novidades anunciadas para a próxima safra, está a ampliação do limite para enquadramento no Pronaf, permitindo que mais agricultores busquem o financiamento. A partir de agora, famílias que tiveram renda até R$ 360 mil no último ano poderão contratar o crédito. Para 2013/2014, o plano aumenta o limite de financiamento de custeio de R$ 80 mil para R$ 100 mil. A taxa de juros paga pelos agricultores, cujo teto era 4%, agora será até 3,5%.

Também está prevista elevação do limite da linha de investimento. A partir de julho deste ano, quando se inicia o preparo da safra 2013/2014, os produtores poderão contratar até R$ 150 mil por operação. Para a suinocultura, a avicultura e a fruticultura, consideradas atividades que necessitam de maior mobilização de recursos, o valor para o investimento será R$ 300 mil, e no caso de investimentos feitos em grupo, o valor será R$ 750 mil.

O plano destina, ainda, R$ 400 milhões ao Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), mecanismo de prevenção disponibilizado aos produtores rurais que contratam financiamento de custeio e investimento do Pronaf e permite a cobertura da parcela do financiamento.

Também estão previstas inovações no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a ampliação do limite de aquisição anual por família, que passou de R$ 4,5 mil para R$ 5,5 mil. No caso das famílias ligadas às cooperativas, o limite subiu de R$ 4,8 mil, na última safra, para 6,5 mil. Quando os projetos de venda forem formados por, pelo menos, 50% dos cooperados com baixa renda e quando os produtos forem exclusivamente orgânicos, agroecológicos ou da sociobiodiversidade, o limite por família passa a ser R$ 8 mil.

A cerimônia desta quinta-feira marcou os dez anos do plano voltado à agricultura familiar. Nesse período, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a renda do setor cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País, por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo.

Plano Safra libera mais recursos para a agricultura familiar

07/06 
A agricultura familiar brasileira vai receber mais recursos para a produção de alimentos na próxima safra. Nesta quinta-feira (6), a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, anunciam o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014. O lançamento será no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), às 11h, e vai trazer novidades às políticas públicas tão presentes no campo como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Garantia-Safra, as compras institucionais e os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

Esse conjunto de medidas para o setor passa a valer a partir de julho deste ano. As ações foram elaboradas com o objetivo de aumentar a renda, inovar e estimular a produção de alimentos. “Hoje o nosso País vive um momento muito importante. Precisamos aumentar a produção de alimentos, porque o Brasil está crescendo, e é a agricultura familiar que cumpre esse papel de desenvolver o meio rural e, principalmente, produzir alimentos. Neste Plano Safra queremos aumentar a capacidade de investimentos do setor, levar mais tecnologia e aperfeiçoar os nossos sistemas de produção de renda”, explica o secretário-executivo do MDA, Laudemir Müller.

O lançamento para a safra 2013/2014 marca os dez anos das ações governamentais voltadas para o setor. Nesta década, a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. A agricultura familiar é responsável por 4,3 milhões de unidades produtivas – o que representa 84% dos estabelecimentos rurais do País; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e 74% da mão de obra empregada no campo.

“Desde 2003 o governo federal vem, anualmente, melhorando as medidas para a agricultura familiar. Nesse período, o setor aumentou a sua renda e melhorou a sua qualidade de vida. Então, isso mostra que esse aperfeiçoamento das políticas públicas tem apresentado uma capacidade de estimular a agricultura familiar a produzir cada vez mais alimentos, levando desenvolvimento ao meio rural”, observa Müller.

Durante o lançamento, haverá uma solenidade em comemoração à meta atingida de 1 milhão de mulheres documentadas por meio do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR). Desde a criação do programa em 2004, já foram realizados quase cinco mil mutirões, abrangendo os 120 territórios de cidadania. A expectativa é que participem do evento ministros, deputados, senadores, além de representantes da agricultura familiar e assentados da reforma agrária.

Apoio à produção
Ações como o Pronaf foram decisivas para o avanço da Cooperativa de Leite (Coodeleite), localizada no município de Mortuga (BA). Por meio do crédito para investimento e custeio, as 110 famílias cooperadas mantiveram a produção de leite e investiram na agroindustrialização. Hoje, os doces e a matéria-prima são comercializados nos programas de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA).

“Essas políticas do governo representam uma grande conquista para todos nós. Antes, os homens precisavam sair das suas casas para ganhar dinheiro em São Paulo e as mulheres ficavam aqui, dependendo 100% do que o marido estava ganhando. Agora, elas podem trabalhar, ter uma renda extra e não precisar depender totalmente do marido. Os jovens também não precisam deixar o campo e ir morar em outras cidades, eles podem trabalhar na cooperativa, com as suas famílias”, explica o presidente da Coodeleite, Carlos Sousa.

A Coodeleite surgiu em 2005 para agregar os produtores de leite da região. Hoje, a cooperativa é representada em três municípios baianos e possui sua própria agroindústria. O leite é comercializado pelo PAA. Já os doces têm lugar garantido na merenda escolar. A Coodeleite está se preparando para incrementar a produção com outros derivados como o iogurte e os queijos.

Trigo: Procura segue aquecida e preços, em alta


A demanda aquecida e a oferta restrita do trigo no Brasil e na Argentina aumentam a disputa pelo cereal que ainda resta no mercado spot e também dos leilões da Conab. No último leilão, em 29 de maio, 92% das ofertas foram negociadas. Esse cenário gerou a valorização do produto.
Com preços mais atrativos, triticultores brasileiros devem aumentar a área semeada com o cereal. No Paraná, a Seab/Deral, em relatório divulgado no dia 28, indica que a área deve ser 15% superior à da safra anterior, passando para 897 mil hectares. No Rio Grande do Sul, a Emater indicou que a área com trigo deve aumentar 3,9%, passando para 1,027 milhão de ha.

Herbicida para controle da buva é apresentado no Seminário Cooplantio em Gramado/RS


A buva é uma das principais plantas daninhas da cultura de soja e está presente em ao menos 50% da área cultivada no Sul do País. Estimativas da Embrapa indicam que, dependendo do nível de infestação, a invasora pode reduzir a produtividade da cultura em até 70%. Para atuar de maneira direita sobre a buva, a BASF disponibiliza o herbicida multicultura Heat. O produto será apresentado na 28ª edição do Seminário Cooplantio, que ocorre entre os dias 3 e 5 de junho, em Gramado/RS. A empresa também apresenta no evento a versão 2.0 do Digilab e o fungicida Abacus HC para a cultura do trigo.
Além de ser uma opção para o controle eficaz da buva e de outras ervas daninhas de folhas largas - que no Brasil já apresentam tolerância a alguns herbicidas - o Heat tem rápida ação e também um controle efetivo de plantas daninhas na cultura de arroz de terras baixas, como a sagitária resistente. O produto promove ganhos operacionais ao maquinário, já que permite ao agricultor – na maioria das situações – plantar logo após seu uso.
Já Abacus HC é um fungicida que na cultura do trigo tem a função de controlar doenças como a ferrugem-da-folha e as manchas amarela e salpicada. O produto deixa as plantas mais saudáveis e produtivas, promovendo maior rendimento de grãos e mais lucratividade ao agricultor. Para a cultura de soja, a BASF mostra no evento o Sistema AgCelence Soja Produtividade Top, que além do controle fitossanitário das principais pragas iniciais e doenças, possibilita uma melhor transformação da água, luz e nutrientes em energia e grãos, melhorando a eficiência da planta. A empresa apresenta ainda o seu portifólio completo aos orizicultores gaúchos, incluindo o fungicida Brio, o herbicida Kifix e o Sistema de Produção Clearfield.
Digilab
Para auxiliar os produtores a identificar os sintomas das principais doenças, pragas e plantas daninhas, a BASF lança a versão para tablet do Digilab. A ferramenta captura imagens e dispõe de uma biblioteca virtual de saúde vegetal para consulta e comparação. Assim, os produtores conseguem agir rapidamente ao diagnosticar o aparecimento dos primeiros sintomas. Entre os benefícios está a união da tecnologia do tablet ao conteúdo 2.0, lupa que aumenta em até 200 vezes as imagens, através da tecnologia wireless (sem fio), possibilitando aos usuários uma versão com número superior de imagens no banco de dados, maior conteúdo explicativo e informativo, mapa de ocorrências próprio e personalizado e consultoria de técnicos da BASF.
“Essa versão dá mais mobilidade nos diagnósticos em comparação com o Digilab tradicional. O banco de dados do serviço conta com duas mil imagens catalogadas e divididas em 18 culturas, 50 pragas, 130 doenças e 108 plantas daninhas”, afirma Eduardo Gobbo, gerente de Marketing Cereais Sul da BASF. Além disso, são 600 mil usuários espalhados em mais de 20 milhões de hectares ou 40% do território nacional.
Sobre o evento:
O 28º Seminário Cooplantio ocorre entre os dias 3 e 5 de junho, no Hotel Serrano, em Gramado/RS. Com o tema “Inovação no agronegócio para produzir mais e melhor”, o evento espera reunir 1,2 mil pessoas, entre produtores e especialistas do setor. Esta edição também debaterá o papel do jovem no agronegócio e o papel da mulher na gestão da propriedade rural.

Capacidade brasileira de estocagem de produtos agrícolas fica menor




Capacidade brasileira de estocagem de produtos agrícolas fica menor
07/06/13 
A rede de estocagem de produtos agrícolas no Brasil vem caindo nos últimos meses.  Em todo país foi registrado uma queda de 0,6% no número de armazenadoras ativas, na comparação com o primeiro semestre de 2012.

Conforme levantamento realizado em 31 de dezembro de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a rede contava com 9.223 estabelecimentos ativos, dos quais 4.175 (45,3.%) encontravam-se na região Sul, 2.028 (22,0%) na região Sudeste, 1.991 (21,6.%) na Centro-Oeste, 723 (7,8%) na Nordeste e 306 (3,3.%) na região Norte.

As unidades armazenadoras dos tipos armazéns graneleiros e granelizados totalizaram 57.913.032 toneladas de capacidade útil, sendo que a região Centro-Oeste deteve 49,9% desta capacidade de armazenamento e a Sul, 32,3%.

Os silos para grãos apresentaram 58.470.826 toneladas de capacidade útil total no país, com a região Sul detendo 56,5% deste total e as regiões Centro-Oeste e Sudeste, 24,6% e 13,6%, respectivamente.

Os resultados de capacidade útil, quando comparados aos da pesquisa do primeiro semestre de 2012, apresentaram queda de 3,9% na capacidade útil dos armazéns convencionais, estruturais e infláveis e acréscimo de 0,9% na capacidade útil dos silos, mantendo-se inalterados em relação aos armazéns graneleiros.

O total de capacidade útil instalada no país decresceu 0,8%, passando de 159.876.988 para 158.639.202 toneladas.

Vendas de máquinas agrícolas crescem em maio



Vendas de máquinas agrícolas crescem em maio
07/06/13 
As vendas de máquinas agrícolas em maio cresceram 1,6 por cento sobre abril e 32,7 por cento sobre maio do ano passado, para 7.477 unidades, disse a associação de montadoras, Anfavea, nesta quinta-feira.

No acumulado de janeiro a maio essas vendas cresceram 30,3 por cento, somando 33.768 unidades, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

A produção, enquanto isso, caiu 6,4 em maio sobre abril, mas cresceram 25,5 por cento sobre maio de 2012, para 8.518 unidades. No acumulado de janeiro a maio houve crescimento de 13 por cento, para 40.045 máquinas.

O setor exportou 1.298 unidades em maio, uma queda de 16,8 por cento sobre abril, e crescimento de 10 por cento sobre maio de 2012. Enquanto isso as exportações no acumulado do ano caíram 21,3 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 5.810 unidades.

Em valores, as exportações de maio somaram 299,7 milhões de dólares, uma queda de 11,7 por cento sobre abril, e crescimento de 19,7 sobre maio de 2012. De janeiro a maio, as exportações brasileiras de máquinas agrícolas somaram 1,4 bilhão de dólares, crescimento de 1,3 por cento na comparação anual.

Contag diz que plano potencializa ações voltadas à agricultura




Contag diz que plano potencializa ações voltadas à agricultura
07/06/13 
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 foi recebido com otimismo por entidades ligadas aos pequenos agricultores. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, a medida potencializa e articula outras ações fundamentais ao desenvolvimento do setor, ao destinar recursos não apenas ao custeio e ao investimento, mas também à assistência técnica, por meio da criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

A preocupação agora, segundo ele, é garantir que os recursos anunciados cheguem ao agricultor. Embora reconheça que o acesso aos financiamentos tenha melhorado nos últimos anos, Broch ressaltou que os agricultores enfrentam uma "dificuldade histórica" para obter os valores disponibilizados. Conforme anunciado hoje pelo governo, os agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a próxima safra. Ao todo, serão aplicados R$ 39 bilhões no conjunto de medidas para o setor.

"Convocamos sindicatos, prefeitos e governadores a informar os agricultores [da medida]. Ainda há um número muito grande de agricultores que não têm acesso aos recursos por falta de assistência técnica, de conhecimento e por questões de logística", disse, após participar da solenidade de lançamento do plano hoje (6) no Palácio do Planalto.

O presidente da Contag destacou que, apesar de as medidas anunciadas pelo governo não serem suficientes para evitar a saída dos jovens do campo, representam um importante passo para isso. "Sozinhas elas não são suficientes, porque essa questão exige políticas mais específicas nas áreas de educação, saúde, internet. Mas elas estimulam [a permanência dos jovens no campo]", enfatizou.

Entre os pontos que, na avaliação dele, ficaram de fora do plano estão a ampliação significativa do seguro agrícola, que ficou em R$ 400 milhões, e a definição de um programa de renda com políticas específicas para a agricultura familiar.

Alberto Broch também ressaltou que é preciso avançar na regularização fundiária e na solução dos conflitos no campo envolvendo índios e produtores.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

BASF apresenta ações de contribuição para um futuro sustentável,


A BASF transforma a química para oferecer soluções inovadoras que contribuem com a construção de um futuro mais sustentável e no que se refere a sua gestão ambiental, a BASF estabeleceu, desde 2002, metas ambientais de redução até 2020 tanto do consumo de água, efluentes e emissões, bem como de melhoria da eficiência energética.
Abaixo as metas globais ambientais da BASF até 2020:
Aumentar a eficiência energética em 35%;
Reduzir emissões de gases de efeito estufa em 40%;
Diminuir em 70% as emissões de poluentes:
Diminuir em 80% as emissões de substâncias orgânicas à água;
Introduzir o conceito de gestão sustentável da água em localidades produtivas localizadas em áreas propensas à escassez de água e reduzir em 50% o uso de água proveniente de fonte pública na produção até 2020,comparativamente a 2010.
Principais reduções atingidas até 2012 no Brasil:
45% nas emissões de gases efeito estufa por tonelada de produto vendido;
26% nas emissões de poluentes para a atmosfera;
94% nas emissões de nitrogênio nos efluentes;
75% nas emissões de metais pesados nos efluentes;
47% no consumo específico de água.
Soluções em Eficiência Energética
A cogeração de energia, que está em operação desde outubro de 2011, gerou em 2012 aproximadamente 6,5% do total de energia elétrica consumido pela localidade de Guaratinguetá (principal Complexo Produtivo da BASF na América do Sul). Esse novo sistema, que utiliza calor e eletricidade, proporciona um aproveitamento de 95% da energia do gás natural. Ele foi concebido com a mais moderna tecnologia em termos de eficiência energética disponível, assim reduzindo significativamente o consumo de energia primária e consequente redução de emissões para o meio ambiente. Isso está alinhado à meta global da BASF para 2020 que busca a redução global de 40% das emissões de gases que provocam o efeito estufa por tonelada de produto vendido em relação a 2002.
Casa de Eficiência Energética da BASF no Brasil (CasaE)
A BASF inaugurou semana passada em São Paulo sua primeira Casa de Eficiência Energética no Brasil, a CasaE. Essa é a décima unidade construída pela empresa no mundo e pretende mostrar ao mercado soluções e produtos inovadores desenvolvidos para tornar as construções mais sustentáveis e eficientes. A economia de energia da casa chega a quase 70% graças ao uso de materiais diferenciados.
Com 400 m² de área construída na Avenida Vicente Rao, zona sul da cidade, o espaço conta com produtos e técnicas que permeiam os conceitos de eficiência energética e sustentabilidade.
Reunindo em um único local soluções que atendem às demandas globais avaliadas pela empresa como grandes desafios para os próximos anos, como gerenciamento de energia, proteção climática e mobilidade, a iniciativa aparece em um momento no qual as inovações no setor requerem ampla expertise, cooperação interdisciplinar e profunda compreensão da cadeia de valor da indústria.
Além dos produtos BASF, o projeto conta ainda com parceiros que contribuíram com tecnologias que estão alinhadas à temática da sustentabilidade. São eles: Arquivo Vivo, Atlas Schindler, Bosch, Deca, Gerdau, Guardian, Isoeste, Knauf, Leicht, Leroy Merlin, Nespresso, Owa, Philips, Supermix, Tigre, Veka e Whirlpool.
“O projeto traz muitas novidades para o mercado de construção brasileiro e coloca à disposição da indústria a mais diferenciada tecnologia em materiais de alta performance, eficiência energética e proteção climática. Nosso compromisso é transformar a química para oferecer soluções inovadoras e economicamente viáveis. Dessa forma, contribuímos com a construção de um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, diz Alfred Hackenberger, Presidente da BASF para a América do Sul.
Compartilhando conhecimento com a sociedade
A BASF contribui disseminando conhecimento por meio da atuação da Fundação Espaço ECO (FEE), primeiro centro de ecoeficiência aplicada na América Latina.
Fundação Espaço ECO - inaugurada em 2005, a Fundação Espaço ECO foi instituída pela BASF com o apoio da GIZ, agência de cooperação técnica internacional do governo alemão. Ela está situada em São Bernardo do Campo, SP em uma área de aproximadamente 300 mil m² considerada Reserva da Biosfera do Cinturão Verde do Estado de São Paulo pela UNESCO. A Fundação Espaço ECO é o primeiro Centro de Excelência para Ecoeficiência Aplicada na América Latina com a missão de promover o desenvolvimento sustentável por meio da aplicação de soluções e tecnologias em ecoeficiência, educação ambiental e reflorestamento. Conheça os resultados da atuação da Fundação em seus sete anos de existência:
Mais de 550 estudos concluídos com a ferramenta, desde 1996, em todo o mundo e 56 estudos na América Latina.
Mais de 850 mil mudas plantadas em parceria com cooperativas em 518 hectares.
Mais de 260 mil pessoas atendidas pelas iniciativas de educação ambiental, socioecoeficiência e reflorestamento desde a criação da Fundação, incluindo capacitações, dinâmicas e workshops.
78 municípios envolvidos nos programas realizados.
Educação para a sustentabilidade - A Fundação Espaço ECO acredita que o conhecimento é o único recurso que cresce quando compartilhado. Para isto, desenvolve a competência da sustentabilidade por meio de soluções em educação socioambiental como workshops, palestras e capacitações em empresas, escolas e comunidades. Assim, produz e dissemina conhecimentos para transformar realidades, instigando um olhar mais crítico em relação aos temas socioambientais. Com as iniciativas de educação para a sustentabilidade desde 2005, cerca de 162 mil pessoas foram beneficiadas pelas atividades de educação socioambiental realizadas pela Fundação.
Como responsável pela implementação do Programa Mata Viva de Adequação e Educação Ambiental, a Fundação Espaço ECO promove a educação socioambiental em escolas públicas e a restauração de vegetação nativa. Ao longo desses anos, aproximadamente 42 mil hectares de área foram diagnosticados e 518 hectares foram restaurados em 144 propriedades agrícolas, distribuídas em 76 municípios, e foram mais de 850 mil mudas plantadas, em parceira com cooperativas. Para esta ação foram capacitados mais de 800 professores, o que trouxe benefício para mais de 92 mil estudantes. O Programa Mata Viva conta com os projetos Atlas Ambiental, Teatro Mata Viva e Trilha Ecológica Mata Viva.
Atlas Ambiental Mata Viva - O Programa de Adequação e Educação Ambiental Mata Viva, iniciativa da BASF e implementada pela Fundação Espaço ECO®, lançará no próximo 12 de junho o Atlas Ambiental Mata Viva de Guaratinguetá, projeto educacional de diagnóstico de municípios e capacitação de professores que culmina em um material didático com informações adaptadas às cidades beneficiadas.
As ações do Atlas Ambiental Mata Viva em Guaratinguetá acontecerão até 2015 e contemplarão a realização de encontros de capacitação de professores, pesquisas, concursos de desenho, entre outras. Este processo ainda contará com a entrega de um material didático, composto por textos, infográficos e imagens de satélite que relacionam as características do município.
“Guaratinguetá é o berço do Programa Mata Viva, que por sua vez, também faz parte da história da cidade. Essa relação traz benefícios para ambas as partes e pode ser contada no Atlas Ambiental Mata Viva. Guaratinguetá é uma cidade ideal para receber esse projeto”, comemora Willi Nass, vice-presidente do Complexo Químico de Guaratinguetá, Serviços Técnicos e Infraestrutura para América do Sul.
O Atlas Ambiental Mata Viva integra o eixo educacional do Programa Mata Viva que ainda conta com os projetos Teatro Mata Viva e o Núcleo de Educação Ambiental Mata Viva. O Atlas Ambiental Mata Viva já existe em outras cinco cidades: Bebedouro (SP), Campo Mourão (PR), Castro (PR), Guaíra (SP) e Guarapuava (PR). Guaratinguetá é a sexta cidade a recebê-lo.
Além de promover a capacitação dos professores, esse projeto oferece um aprendizado a alunos das escolas públicas sobre as características ambientais da região em que vivem, apresentando uma nova perspectiva das ações locais e seu impacto global. Com isso, pretende-se criar novos multiplicadores da sustentabilidade em cada região. Ao todo, o projeto já beneficiou mais de 50 mil estudantes e mais de 400 professores capacitados de 264 entidades entre escolas e instituições.
Teatro Mata Viva - Ao longo de quatro anos, o Teatro Mata Viva já beneficiou mais de 36 mil crianças e jovens de mais de 240 entidades, de 16 municípios no Brasil.
Para comemorar a Semana Mundial do Meio Ambiente (02 a 08) de junho, o teatro chega a Guaratinguetá/SP. A iniciativa tem como objetivo abordar o tema sustentabilidade de forma lúdica e com atividades educativas, para estudantes e docentes de escolas públicas. Entre os dias 3 e 8 de junho, serão duas apresentações diárias que atingirão mais de 1800 crianças com idade entre 6 e 12 anos - estudantes de escolas públicas da região e filhos de colaboradores da BASF. O projeto ainda conta com um ônibus itinerante que leva o público para o local da apresentação.
Durante a passagem do projeto por Guaratinguetá, o Teatro Mata Viva abordará conceitos como sustentabilidade e meio ambiente aproximando-os do cotidiano das crianças, visando o despertar para uma nova consciência. Com isso, pretende-se sensibilizar o público para a adoção de práticas sustentáveis na busca pela diminuição do impacto gerado pelas atividades do dia a dia.
Trilha Ecológica – A trilha consiste em atividades lúdico-educativas realizadas em trilha natural e viveiro de mudas nativas, capacita professores e promove a conscientização socioambiental de alunos de redes públicas. Ao todo, a Trilha já capacitou mais de 380 professores de 12 municípios, totalizando cerca de 8 mil alunos.

Syngenta apresenta conceito inédito para manejo de pragas

Syngenta apresenta conceito inédito para manejo de pragas
A Syngenta apresenta aos produtores o MEP (Manejo Estratégico de Pragas), um protocolo inédito no mercado para o controle antecipado de infestações de lagartas como a Helicoverpa armigera. A intenção é obter a maior eficiência possível por meio de ações preventivas para três momentos fundamentais da agricultura: durante o cultivo da safra principal (soja e algodão), na safrinha (milho, algodão, trigo, feijão ou girassol, por exemplo) e na fase de pré-plantio, de modo a evitar que o agricultor inicie a plantação já sob a pressão de pragas.
As ações agrícolas previstas no MEP são conhecidas, mas, integradas ao portfólio de inseticidas da empresa, potencializam os resultados positivos. “São práticas como o monitoramento ininterrupto, controle no cedo, uso de armadilhas luminosas (que permitem conhecer os fluxos migratórios dos insetos), baterias de aplicação, rotação de ativos, barreira fisiológica e manejo químico entre safras e no pré-plantio. O emprego de recursos biotecnológicos na safrinha, como variedades geneticamente modificadas e, para o milho, Agrisure Viptera 3, também faz parte do protocolo”, explica Aimar Pedrini, gerente de Inseticidas da Syngenta.
O crescimento das áreas ocupadas com soja (quatro vezes maior desde o começo dos anos 1980) e com as culturas da safrinha (duas vezes maior nos últimos quatro anos) tem provocado em várias regiões a migração das pragas por cultivos diferentes, mudanças comportamentais das espécies, com novos efeitos nocivos nas plantas, e o aumento da diversidade de espécies danosas. “O agricultor, diante deste cenário, tende a aumentar, por conta própria, o número de aplicações, a dosagem e as misturas de inseticidas, atitudes ineficientes e que implicam elevação do custo”, afirma Pedrini.
O MEP foi planejado em parceria com especialistas do SEAG (Syngenta Entomological Advisory Group) e supervisionado por Walter Jorge, pesquisador da Fundação MT (Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso). O desenvolvimento e a validação do conceito ocorreram durante as duas últimas safras em áreas piloto do Cerrado brasileiro. O lançamento oficial foi feito no mês passado, no Encontro Técnico da Fundação MT. Este mês e em julho, o projeto será divulgado a consultores, distribuidores e produtores por meio de palestras e apresentações. São pelo menos 160 eventos que devem impactar aproximadamente 5 mil profissionais e abranger mais de 90% da área de plantio de grandes culturas no Brasil.